Impulsionado pelo e-commerce, o setor de bens de consumo é o que mais cresceu nos condomínios logísticos
- O setor de bens de consumo lidera a demanda por espaços logísticos no Brasil, impulsionado principalmente pelo e-commerce.
- Mercado Livre, Amazon e Magalu estão entre os maiores ocupantes

Dados do Market Analytics da SiiLA mostram que o setor de Bens de Consumo é o principal responsável pela demanda por área logística no país. Atualmente, esse segmento ocupa 7,8 milhões de m² em ativos de classes A+, A e B em todo o Brasil, registrando um crescimento de 149.212 m² em relação ao trimestre anterior (2T2024). Em comparação ao 3T 2023, o segmento cresceu 642.132 m².
A análise da SiiLA permite observar com precisão as diferentes categorias que compõem esse setor, trazendo uma visão detalhada de como empresas de ramos variados estão ocupando o mercado de condomínios logísticos. Entre as principais categorias, destacam-se:
- Artigos para o Lar: com players como Marabraz, Mobly e Tok Stok;
- Eletrônicos: incluindo empresas como Eletrolux, Elgin e Foxconn;
- Produtos de Uso Pessoal: com nomes como L'Oréal, Avon e Colgate;
- Vestuário e Acessórios: abrangendo Track & Field, Levi's e Zara;
- Bens de Consumo Geral: representado por grandes empresas como Shopee, Mercado Livre e Magalu.
A expansão deste segmento vem crescendo principalmente pelos planos de expansão ambiciosos de algumas empresas, como o Mercado Livre, que, só em 2024, alugou 351 mil m² em imóveis logísticos no Brasil. Desde 2017, a empresa acumula uma absorção bruta de mais de 1,7 milhão de m² em empreendimentos das classes A+, A e B monitorados pela SiiLA, consolidando-se como a maior ocupante de espaços logísticos no setor de Bens de Consumo.
Outra gigante do setor, a Amazon, ocupa a segunda posição em termos de área logística locada, totalizando 534 mil m². Já o Magalu, que se encontra na terceira posição, apresenta uma ocupação moderada desde 2022, após uma expansão de 279 mil m² em 2021. Esse ritmo de crescimento é apresentado no gráfico a seguir:
Absorções
Em retrospecto, a categoria de Bens de Consumo atingiu seu ápice de absorções brutas em 2021, quando chegou a 1,3 milhão de m² em todo o país. Esse crescimento foi impulsionado pela pandemia, com a migração das compras para o ambiente online e o aumento da demanda por entregas rápidas. A mudança no comportamento dos consumidores e a necessidade de operações mais ágeis fortaleceram o papel estratégico dos condomínios logísticos para o setor.
Mercado continuou aquecido no 3º trimestre de 2024
No terceiro trimestre deste ano, o setor continuou aquecido, com a absorção de 222 mil m² de área logística. O Mercado Livre liderou com 56,2% desse total, seguido pela Unilever com 19,7% e pelo Magalu com 15,1%.













