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Os empreendimentos Multifamily já são uma tendência em grandes centros urbanos. O conceito por trás dessas propriedades é amplamente utilizado em países do norte-global, como EUA, Canadá e Europa. Basicamente, o multifamily consiste em um complexo residencial onde as unidades habitacionais são locadas, se tornando assim um ativo para renda, alvo de investimento. Os proprietários são empresas institucionais ou fundos de investimento imobiliário, que tem como objetivo obter uma renda a partir do imóvel.
Segundo Alexandre Lafer Frankel, CEO da Housi, o crescimento do multifamily no Brasil é resultado de uma soma de fatores, como mudança de pensamento entre os jovens que buscam mais liberdade, optando muitas vezes por não comprar ou adquirir bens, a dificuldade financiamento no país e, do outro lado, a busca de investidores por renda.
“Vejo o multifamily chegando ao Brasil como uma resposta à mudança de comportamento dos novos clientes, que priorizam o uso em vez da posse, especialmente os jovens em busca de liberdade e flexibilidade. No entanto, devido à escassez de financiamento, volatilidade e altas taxas de juros no país, os ativos imobiliários são vendidos de forma pulverizada, atraindo principalmente pequenos e médios investidores em busca de renda. A empresa que conseguir atender às necessidades desse público, oferecendo renda sem complicações, terá um impacto significativo no mercado imobiliário. Acredito que a tecnologia desempenhará um papel fundamental nesse avanço, facilitando a oferta de soluções inovadoras”, conta Frakel.
Muitos elementos do multifamily são herdados dos prédios mais convencionais, como quadras, piscinas, lavanderias e espaços de lazer, mas alguns empreendimentos possuem diferenciais, como a parceria entre a Brookfield e a JFL Living no Complexo Parque da Cidade. O Multifamily em questão está localizado na torre do ex-Four Seasons, agora JW Marriott. São 11 andares dedicados a multifamily, e que oferecem aos inquilinos diferenciais como restaurante, café da manhã, rooftop, entre outras comodidades.
Para entender mais sobre o mundo do Multifamily é necessário se aprofundar em conceitos que permeiam esse universo, como: short, mid e long stay. Tais conceitos definem o modelo de negócio a partir do período previsto para a locação final ao inquilino.
Short Stay
O Short Stay é popularmente conhecido como aluguel de temporada. Sua tradução, literalmente, significa “estadia curta”. Esse modelo de ocupação é ideal para períodos de poucos dias ou semanas, sendo composto por turistas, profissionais viajando a trabalho e outras situações que necessitam de uma estadia semelhante. O Short Stay, por muitos, é considerado uma concorrência a hotéis e aos serviços oferecidos por plataformas como o Airnbnb.
Mid Stay
Uma estadia que supera 30 dias já é considerada Mid Stay, que pode ser chamada de estadia média. As necessidades de um ocupante Mid Stay são um pouco mais exigentes do que do Short Stay, pois é necessário viver no ambiente alugado, fazendo com que o ocupante possa ter que pagar, além do aluguel, valores de contas, internet, taxas de serviço e outros.
Esse tipo de ocupação pode ser visto como o ideal para estudantes universitários, profissionais em serviços temporários e até mesmo pessoas que necessitam de um lugar para morar de maneira intermediária até achar um local definitivo.
Long Stay
O Long Stay é o aluguel de longa estadia, um aluguel tradicional. Com contratos de 12 meses, no mínimo, essas locações são indicadas para pessoas que querem se consolidar em um local, mas não têm o interesse, ou condições, de adquirir uma moradia própria.







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