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Gustavo Zanotto é considerado um dos principais nomes quando o assunto é marketing e inovação no mercado imobiliário. Não foi à toa que o executivo foi indicado entre os 15 maiores influenciadores da indústria proptech LATAM este ano. Acumulando mais de 20 anos de experiência no setor, Zanotto tem passagens por grandes incorporadoras, como PDG e Tecnisa, e atua hoje como consultor de empresas, lidera o podcast Proptalks, é membro do conselho consultivo da Progetti Construtora, além de ser professor acadêmico pela Universidade de Miami, como corpo docente do curso de Real Estate e-Property Managemnet.
A redação do REsource entrevistou o executivo em um bate-papo descontraído sobre carreira, Inteligência Artificial, ChatGPT, tecnologia de Blockchain, habilidades que o profissional de real estate precisa ter ou desenvolver para se manter relevante diante de tantas transformações e muito mais! Confira a primeira parte da entrevista a seguir!
Para quem já conhece o Zanotto do mercado imobiliário não imagina que um dia o executivo foi jogador de futebol profissional nos Estados Unidos e que foram seus companheiros do clube local, da cidade de Des Moines, capital do estado de Iowa, que deram o empurrão que o trouxe ao setor.
“Entrei no mercado imobiliário no ano de 2020, depois de me aventurar jogando futebol profissional. Na época eu estava em fase final de carreira no esporte, aproveitando para conhecer outro país e língua. Tive a sorte de conhecer o mercado imobiliário americano através de companheiros do clube. Eu achava muito estranho que o time treinava meio período e perguntei o que eles faziam com as horas vagas. Muitos eram latinos e me disseram que trabalhavam em uma obra de um pequeno edifício e me levaram para conhecer a construção”, lembra Zanotto. E foi assim que nasceu a paixão. “Me encantei por aquilo (...). Voltei ao Brasil e comecei a trabalhar em pequenas construtoras na cidade de Campinas”, emenda.
Uma das construtoras acabou sendo adquirida por uma maior, que acabou se tornando a PDG, e a empresa que abriu as portas para Zanotto no setor. Na sequência, vieram experiências na Tecnisa e Cyrela. Nos anos seguintes, o executivo decidiu embarcar na carreira solo e abriu uma consultoria no ramo: “Passei a viajar pelo Brasil inteiro, auxiliando construtores e incorporadores no lançamento de produtos, e passei a desenvolver estratégias de marketing comercial.”
Inovação, tecnologia e análise de comportamento são os três pilares considerados fundamentais por Zanotto e que irão ditar o futuro do imobiliário: “É o CPF que vai mudar o mercado. Não são mais as empresas, pois temos que ouvir o consumidor para depois lançar o produto”. Sobre a invasão da Inteligência Artificial no cotidiano corporativo, e a “democratização” do seu uso por meio de ferramentas que estão cada vez mais populares, tais como o ChatGPT, Zanotto defende que essas inovações não substituirão o trabalho humano, mas serão facilitadores para diversas questões do dia a dia, incrementando a produtividade das pessoas e empresas.
“A Inteligência Artificial já tem décadas e o que aconteceu foi uma promoção maior do uso dessas ferramentas. As empresas de tecnologia já fazem uso da IA há muito tempo para facilitar na jornada de consumo, para o encontro de informações. No setor imobiliário, ela não substitui a atividade humana. Essa tecnologia aprende com o ser humano, e promove uma melhoria na execução das ações que o ser humano precisa fazer no seu dia a dia”, acredita.
Na visão do executivo e especialista no setor, irão se destacar os profissionais que souberem fornecer informações de contexto e principalmente, fazer as perguntas certas. “A inteligência artificial, sozinha, tem a capacidade sim de gerar insights, mas quanto mais o ser humano consegue entregar informação para ela, muito melhor vai ser a continuidade e a exploração dessa tecnologia. Você precisa dar um contexto para a ferramenta, explicar o porquê que você quer aquilo, direcionar para que ela te entregue informações baseadas em percepções de mercado. Para ela ser assertiva e direta no resultado, primeiro o ser humano precisa melhorar.”
Continua em breve... siga acompanhando o REsource e a SiiLA nas redes sociais para não perder a segunda parte da entrevista!











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