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Dados da SiiLA mostram que 4,26% das empresas instaladas em São Paulo ocupam mais de um escritório, totalizando 2,2 milhões de m² de espaços A+, A e B. Isso significa que essa pequena parcela de companhias responde por 33,6% da área ocupada no mercado corporativo da cidade.
O volume expressivo reflete um movimento conhecido como back office – um segundo escritório além da sede principal, destinado a funções administrativas e operacionais que não exigem contato direto com clientes ou público externo.
No setor imobiliário, o back office abriga áreas como gestão financeira, análise de mercado, compliance, jurídico, contabilidade e operações internas. Empresas como incorporadoras, gestoras de fundos imobiliários, administradoras de propriedades e consultorias frequentemente adotam esse modelo para otimizar custos.
Diferente dos espaços de front office, que precisam de endereços premium para atendimento ao cliente, os escritórios back office costumam ser instalados em regiões com custo por metro quadrado mais baixo. Algumas companhias, inclusive, optam por coworkings ou prédios corporativos de padrão médio para acomodar essas operações, reduzindo despesas operacionais.
O Itaú é um dos maiores exemplos dessa estratégia. Além de ser o maior ocupante de escritórios em metros quadrados, também lidera em quantidade de espaços locados, com 18 empreendimentos em seu portfólio. A empresa está presente em regiões premium, como Faria Lima (no FL 3500), mas também mantém operações em áreas mais afastadas, como Tatuapé (no Crona 665) e Jabaquara (no Centro Empresarial do Aço e em seu prédio próprio).
Em resposta ao REsource, o Itaú afirmou que " avalia continuamente a demanda de suas áreas de negócio e, principalmente, de seus clientes para orientar as decisões de ocupação de espaços corporativos, polos de negócios, agências e escritórios de investimento. Vale lembrar que a gestão de ocupação destes espaços é feita pela IGA (Itaú Gestão de Ativos), empresa do conglomerado que também oferece serviços de gestão patrimonial e consultoria estratégica para real estate ao mercado."
Outro exemplo recente é a XP Investimentos, que expandiu sua presença ao locar seis andares no Edifício Luna, na Chácara Santo Antônio. A empresa já ocupa espaços no Pátio Victor Malzoni e no São Paulo Corporate Towers.
Outras grandes companhias que adotam esse modelo incluem Banco do Brasil, Accenture, Bradesco, BTG Pactual e Nubank.
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