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Os escritórios cariocas estão em sua melhor fase da última década, com a vacância a 25,20%, dez pontos percentuais a menos em relação ao mesmo período de 2016. O hiato de entrega de novo estoque é um dos fatores que impulsionou o período de estabilidade, mas um setor específico segue como protagonista de ocupação, abrindo possibilidades para outras leituras de mercado.
Ainda que o avanço de ativos A e A+ estejam lentos – não há novos registros desde 2018 – o novo estoque mais recente do Rio de Janeiro é de 2025, o Leblon Green, classe B com 3 mil m². O padrão B representa hoje a maior parte desse mercado, com 36,55%, e seu estoque, somado à classe A, teve um aumento de 28,4 mil m² de 2018 a 2026.
A movimentação pode até conter a vacância, mas não se torna um atrativo para as empresas que buscam por espaços novos e dinâmicos. Segundo os dados do Market Analytics da SiiLA, três segmentos lideram o ranking de maiores locatárias da cidade: Petróleo/ Gás, Finanças e Governo/ Administração.
Ainda que tenha diminuído quase 14% sua ocupação, o setor de petróleo segue como o mais impactante no mercado. Apesar da queda brusca durante a pandemia, a constância é estável de 2022 a 2026, indicando uma readequação de espaços.
Três das maiores locações do setor são de responsabilidade da Petrobrás, com destaque para o classe A Marechal Ademar de Queiroz, que tem todos os 98 mil m² ocupados pela estatal.
Apesar de ser o setor que mais ocupa prédios classe B, o segmento tem protagonismo em prédios A+, responsáveis por 51,2% de suas locações.
Com o crescimento mais expressivo, o setor acompanhou bem os estoques disponíveis, com foco principalmente em ativos A (cerca de 53% de suas locações) e B (33,7%).
Principalmente no último ano, foi o setor que mais locou na cidade, com 24 mil m² a mais, sendo 8,7 mil m² referentes a locação do PBC (Presidente Business Center). O ativo classe A é a atual sede das SEAP (Secretaria de Administração Penitenciária), SEPM (Secretaria de Polícia Militar) e ISP (Instituto de Segurança Pública). A locação com prazo de 120 meses foi foco do mercado no segundo trimestre de 2025 pelo valor fechado ser quase 30% menor do que o valor de mercado.
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