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A instituição de ensino, Estácio de Sá, está de saída antecipada do Centro Empresarial Região Portuária, antigo Edifício Venezuela, de propriedade da RBR Properties. Com contrato previsto para encerrar em maio de 2028, a empresa cumprirá aviso prévio de 180 dias, e a devolução do imóvel deve ocorrer em maio de 2025.
Durante esse período, a Estácio de Sá continuará pagando o aluguel. A faculdade também será responsável pelo pagamento de uma multa, avaliada em R$ 230.368,28, em maio de 2025.
Procurada, a Estácio afirmou que o imóvel é uma unidade administrativa do grupo educacional, destinada exclusivamente aos colaboradores da empresa, e não uma unidade de ensino. “No futuro, os colaboradores atualmente alocados nesse imóvel ocuparão outros espaços corporativos na região”, disse a empresa em nota.
Apesar da rescisão, a BRL Trust Investimentos, administradora do FII e que divulgou o Fato Relevante, disse que o fluxo de recebimentos do fundo não será impactado até julho de 2025, devido ao cumprimento do aviso prévio e ao pagamento da multa.
No entanto, caso o imóvel não seja locado a novos ocupantes após essa data, a receita do fundo poderá sofrer uma redução estimada de R$ 0,016 por cota, além de custos adicionais com despesas recorrentes do imóvel. A administradora informou ainda que tentará, por meio da comercialização, minimizar o impacto financeiro para os cotistas.
De acordo com dados da plataforma SiiLA, o Centro Empresarial Região Portuária (antigo Venezuela 43) é um edifício classe A, com uma área privativa de 4.233,62 m² e valor de mercado de R$ 60,52/m². Ao final do terceiro trimestre de 2024, a região central do Rio de Janeiro apresentou vacância de 35,27%, com absorção líquida de 10.849 m².
Ao REsource, a RBR informou que a Estácio não especificou a razão da saída, e ressaltou que, em outubro de 2022, a instituição já havia solicitado a rescisão do contrato, com saída prevista para maio de 2023, mas desistiu.
Além disso, o fundo avaliou que, embora o mercado imobiliário no Rio de Janeiro seja desafiador, a saída do centro educacional não acarretará impactos negativos neste ano nem no primeiro semestre de 2025.
“Quando a Estácio fez o pedido de rescisão no ano passado, já havia um inquilino interessado em assumir o espaço. Contudo, com a desistência da rescisão, essa troca não foi concretizada”, informou.
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