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Dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA, mostram que, nos últimos nove meses, foram entregues 1,2 milhão de m² de novos empreendimentos logísticos de classe A+, A e B em todo o Brasil. Apenas no primeiro trimestre de 2025, o mercado recebeu 303 mil m² em novos ativos, sendo mais de 100 mil m² concentrados na região do Grande ABC, na Grande São Paulo. Em Recife, a HSI entregou o Syslog Recife, com mais de 77 mil m².
A projeção é que até o fim de 2026 o país receba 4,9 milhões de m² adicionais em condomínios logísticos, com base no cronograma de entrega anunciado pelos desenvolvedores. Para 2025, estão previstos 2,5 milhões de m², sendo o maior projeto o BWDiase Business Park, em Fortaleza, com 190 mil m².
Sobre os empreendimentos de alto padrão em desenvolvimento, André Gavazza, diretor de desenvolvimento da GLP no Brasil, comenta as principais exigências do mercado:
“As exigências que observamos no mercado estão alinhadas com as nossas diretrizes, que prezam por localização estratégica, qualidade técnica dos empreendimentos logísticos e soluções sustentáveis. Acreditamos que esses três fatores são fundamentais para empresas que buscam otimizar seus sistemas de armazenagem e distribuição”, afirma Gavazza.
A GLP prevê a entrega de dois empreendimentos de classe A até 2026: o GLP Guarulhos III, com aproximadamente 250 mil m² de área bruta locável (ABL), distribuídos em três galpões, e o GLP Taboão, com 119 mil m².
Atualmente, o estoque de condomínios logísticos no Brasil soma 27,5 milhões de m² em empreendimentos das classes A+, A e B. Do total, 22 milhões de m² correspondem a imóveis de alto padrão. Segundo análise da SiiLA, desde o início de 2020, esse volume cresceu 74%, passando de 12,8 milhões para 22,4 milhões de m².
Desse estoque de alto padrão, 12,7 milhões de m² estão localizados no Estado de São Paulo. O restante do país concentra 9,7 milhões de m².
Ao excluir São Paulo da análise, o crescimento do estoque de alto padrão chega a 91% desde 2020 — um indicativo de descentralização, segundo a equipe de inteligência de mercado da SiiLA. Esse movimento está ligado à expansão econômica e populacional de outras regiões, que vêm atraindo investimentos e operações logísticas.
Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios, como aponta Rafael Picerni, analista de pesquisa e estratégia da JLL:
“O cenário é desafiador para a construção de novos galpões no Brasil. O aumento dos custos de construção, tanto em materiais quanto em mão de obra, além da alta nas taxas de juros, tem contribuído para o atraso nas entregas. No primeiro trimestre de 2025, apenas 18% do volume projetado foi efetivamente entregue”, destaca Picerni.











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