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A logística no Nordeste do Brasil vem crescendo e chamando a atenção nos últimos anos. O estoque total de imóveis logísticos na região soma atualmente 2.866.770 m² de empreendimentos classificados como A+, A e B. Esse aumento representa 66,5% de crescimento em relação ao início de 2020, quando o estoque era de 1.721.162 m².
E mesmo com o crescimento no estoque, a taxa de vacância está baixa. Hoje a taxa de espaços vagos está em 8,26%. Em 2022, essa taxa atingiu o seu menor valor histórico, 4,80%, o que impulsionou o aumento dos preços de locação.Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, comenta: “A logística no Nordeste está se desenvolvendo rapidamente, o que é natural, pois a região conta com um grande mercado consumidor, indústrias de destaque, além de portos e aeroportos estratégicos que alavancam a logística”. Ele também destaca que a tendência é que esse crescimento continue. “Hoje, as grandes empresas que ocupam esse tipo de ativo sabem da importância de ter boas instalações logísticas em várias regiões do Brasil para garantir operações eficientes.”
O interesse dos investidores pela região também tem se intensificado. Com a baixa vacância e a escassez de áreas disponíveis, o preço médio pedido por metro quadrado saltou nos últimos anos e agora está na faixa de R$ 25/m². O valor de mercado, uma métrica exclusiva da SiiLA que reflete o preço de locação, está em R$ 20,03/m². Diferente do preço pedido, o valor de mercado leva em conta variáveis como a disponibilidade de imóveis, o padrão construtivo, transações recentes, condições comerciais e a oferta de ativos comparáveis. Por isso, o Valor de Mercado é a métrica mais utilizada pelos principais players do setor, pois reflete de forma precisa os preços reais dos imóveis.
A Amazon lidera o ranking dos maiores ocupantes de imóveis logísticos na região, com quatro operações mapeadas. A maior delas está no LOG Recife, um empreendimento de classe A, com 88 mil m² totalmente ocupados pela varejista americana. Além desse ativo, a Amazon também ocupa 64 mil m² no LOG Fortaleza II, 38 mil m² no Armazenna 4 Centro Logístico, em Pernambuco, e 5 mil m² no MJA Log, em Salvador (BA).
Em segundo lugar está o Mercado Livre, com 8 operações logísticas monitoradas pela plataforma de inteligência da SiiLA. A maior presença do Mercado Livre na região está no Cone Multimodal, em Pernambuco, onde ocupa 71 mil m².
As Lojas Americanas ocupam o terceiro lugar, com 146 mil m² espalhados por diversos ativos na região.
Empresas do setor de bens de consumo lideram as ocupações, sendo responsáveis por 798 mil m² de imóveis logísticos. Na sequência, estão as empresas de transporte e logística, com 757 mil m². Os dados são da plataforma Market Analytics da SiiLA.
"O Brasil, por suas dimensões continentais, exige que empresas em busca de vantagem competitiva se estabeleçam em diversas regiões, e não se restrinjam apenas ao Sudeste. A tendência é que a demanda por imóveis logísticos no Nordeste siga crescendo, à medida que grandes empresas reconhecem cada vez mais a importância de descentralizar suas operações," conclui Giancarlo Nicastro.
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