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No primeiro trimestre de 2025, o mercado de condomínios logísticos em São Paulo registrou uma taxa de vacância de 8,29%. O número, embora ainda baixo, representa um leve aumento em comparação ao trimestre anterior, quando a vacância era de 7,54%. Essa análise inclui empreendimentos das Classes A+, A e B.
A vacância em níveis baixos pode ser interpretada como um indicador positivo para o setor, mostrando que os inquilinos estão investindo na locação e operação nestes imóveis. Mas quem são os grandes tomadores de área nos condomínios logísticos?
De acordo com dados da plataforma Market Analytics da SiiLA, em São Paulo, as empresas do setor de Bens de Consumo são as que mais ocupam área logística no Estado, representando 31,6% de toda a área ocupada. Em segundo lugar, estão as empresas de Transporte e Logística, que correspondem a 27,3% da área locada, seguidas pelas empresas de Produtos Industrializados.
Para André Gavazza, diretor de desenvolvimento da GLP Brasil, o e-commerce tem se consolidado como o principal segmento no portfólio da companhia. “Entre os anos de 2016 e 2019, o e-commerce aumentou sua representação na ocupação do nosso portfólio de instalações logísticas e continua se destacando como principal motor de crescimento da GLP. Até o terceiro trimestre de 2024, o comércio eletrônico representava 64% da ocupação no nosso portfólio, um aumento expressivo em comparação a 2016, por exemplo, quando representava menos de 20%.”
Esse movimento reflete uma tendência crescente em várias operações. A Shopee, por exemplo, anunciou recentemente a abertura de um novo hub logístico, que contará com 12 centros de distribuição e 150 hubs logísticos em todo o Brasil. Além do e-commerce, outros setores também têm se destacado na ocupação dos imóveis logísticos, como operadores logísticos, autopeças e produtos farmacêuticos. Para Gavazza, essa diversidade de inquilinos reforça a importância estratégica dos condomínios logísticos para diferentes tipos de operações. “Essa diversidade evidencia a gama de setores que reconhecem o valor estratégico das nossas instalações para potencializar suas operações”, afirmou.
A Rio Bravo, gestora de investimentos especializada em imóveis para renda, reforça a estratégia de pulverizar a ocupação para garantir a boa performance dos ativos. Alexandre Rodrigues, gestor de FIIs da Rio Bravo Investimentos, destacou que essa pulverização tem sido observada em diferentes fundos da empresa, inclusive nos fundos de varejo.
“De forma resumida, queremos diversificação”, afirmou Rodrigues. Segundo o executivo, o setor bancário sempre foi um dos maiores tomadores de área no varejo, mas o cenário está mudando. “Estamos observando também crescimentos nos setores de educação e fitness. Buscamos continuar aumentando os novos inquilinos e, aos poucos, reduzir ainda mais a participação no setor bancário”, conclui.
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