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Dentro do mercado imobiliário de condomínios logísticos há uma subcategoria que vem crescendo nos últimos anos, os Data Centers. Dados da pesquisa TIC Domicílios 2022, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), mostram que 60 milhões de residências brasileiras possuem acesso à internet, 51% a mais que em relação à 2015.
Em um momento ou outro, todas essas informações geradas por 90% da população, proporção de pessoas com acesso à internet segundo o IBGE Cidades, passa por um data center. Informações da Mordor Intelligence mostram que a estimativa das movimentações e valores do mercado brasileiro de data centers é de USD 2,10 bilhões de dólares e, em 2028, estima-se que chegará em USD 3,03 bilhões de dólares.
Bruno Porto, gerente de negócios imobiliários de industrial, logística e data center da JLL, conta que o espaço de Data Center precisa conter uma infraestrutura que os sistemas de TI exigem, como servidores, unidades de armazenamento de dados e equipamentos de rede.
“Pequenos data centers exigem uma infraestrutura mínima de TI e capacidade de energia, já grandes empreendimentos vão exigir uma subestação própria de grande capacidade de energia. A localização deve estar distante de poluentes que possam interferir no desempenho e vida útil dos processadores, regiões de inundações, atividades que gerem trepidações e atividades de risco de explosões. Um data center também vai necessitar uma infraestrutura de geradores, no breaks, transformadores e de refrigeração”, conta.
Porto conta que a infraestrutura da região, não só do empreendimento, precisa ser adaptada ou repensada. Normalmente, as alterações da região, estão relacionadas a energia, incluindo reforços nas linhas existentes, aumento da capacidade das subestações, criação ou prolongamento de linha de energia de alta ou média tensão. Além da necessidade de ter acesso a fibra ótica.
“O quesito segurança é um fator de extrema importância para data centers. Tendo isso em vista, os proprietários ou ocupantes investem em diversos mecanismos como cercamento, agentes, câmeras, tecnologia para detecção de invasões e controle de entrada e monitoramento de forma a garantir a segurança física do espaço”, explica o gerente de negócios.
As empresas que utilizam os espaços vão desde serviços de streaming até o setor financeiro, sendo essas as que mais demandam atualmente. Dados da IDC (International Data Center) revela que, até 2025, serão gerados 175 zettabytes de informação.
“Qualquer empresa que necessite armazenar e processar seus dados remotamente necessita dos serviços. Como principais usuários podemos destacar o setor de tecnologia que armazena grandes quantidades de dados dos usuários, o setor de entretenimento e mídia que processa grandes volumes de dados para serviços de streaming, e o setor financeiro, que possui grande quantidade de informações e transferência de dados relacionadas as suas operações”, finaliza Bruno Porto.







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