Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

Na manhã da última quarta-feira (26), cerca de 60 profissionais do mercado imobiliário comercial se reuniram em um endereço simbólico da Avenida Paulista: uma loja recentemente desocupada, hoje disponível para locação. O espaço serviu de palco para o evento Varejo em Foco, promovido pela Rio Bravo Investimentos com produção da SiiLA, em um encontro que mesclou networking e conteúdo de alto nível sobre as transformações do varejo físico no Brasil.
O evento começou com uma breve apresentação do Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, seguido por Alexandre Rodrigues, sócio e gestor do fundo Rio Bravo Renda Varejo, que falou sobre o portfólio do RBVA, apresentou os ativos disponíveis para venda e locação, apresentando os preços pedidos de locação para os ativos para locação, e também os valores de venda e Cap Rate para os ativos de vendas, falou dos diferenciais, dos inquilinos etc.
Mediado por Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, o painel contou com a presença de Alexandre Rodrigues, sócio e gestor do fundo Rio Bravo Renda Varejo; Marcos Semenzin, sócio da Semma Group; e Milton Fontoura, CEO do GEU – Grupo de Estudos Urbanos. Juntos, os convidados discutiram estratégias de ocupação, novas demandas dos consumidores, complementaridade entre canais físicos e digitais e o papel do corretor na curadoria de ativos.
Um dos principais pontos abordados foi o equilíbrio entre os diferentes formatos de varejo — lojas de rua, shopping centers e comércio eletrônico. Para Marcos Semenzin, não se trata de concorrência direta, mas de propostas diferentes de consumo:
“Shoppings de rua e varejo competem? Eu entendo que não. São públicos diferentes, momentos de compras diferentes. Existem operações que simplesmente não se encaixam num shopping center. E muitas vezes, o shopping fortalece o comércio de rua ao seu redor.”
Milton Fontoura destacou os fatores econômicos que diferenciam os modelos:
“No shopping você tem custos mais altos — condomínio, fundo de promoção, operação mais complexa. Já na loja de rua, o custo de ocupação é basicamente o aluguel. São modelos que se complementam, e agora temos também o e-commerce. Esses três canais são os grandes pilares atuais do consumo.”
Fontoura também reforçou a importância de entender o perfil da região:
“Estamos falando de um país com mais de 5.000 municípios. Não dá para aplicar a mesma solução em toda parte. Cada cidade tem sua cultura, seu comportamento de consumo e sua lógica imobiliária.”
Representando a perspectiva do investidor institucional, Alexandre Rodrigues compartilhou os critérios que têm guiado as decisões do fundo Rio Bravo Renda Varejo:
“A pandemia acelerou a integração entre o físico e o digital. Hoje, os ativos mais valorizados não são necessariamente os de maior metragem, mas os que conseguem atrair operações conceito, flagships, marcas que criam experiências no ponto de venda e ampliam a relação com o consumidor.”
Rodrigues citou como exemplo a substituição de uma loja da C&A por uma unidade conceito do Itaú:
“O banco criou ali um investment center. Não é uma agência tradicional — é um espaço de relacionamento, com salas de reunião, café, eventos. A marca quer estar presente na vida das pessoas, e isso transforma o imóvel em algo mais estratégico. A propensão de saída de um inquilino assim é muito menor.”
Ele também mencionou o caso da loja da Centauro na própria Avenida Paulista, equipada com telão para transmissão de jogos, oficina de bicicleta e áreas de convivência:
“O imóvel passa a atuar também como plataforma de marketing. Não é apenas a venda da loja física — é o quanto ela impacta o online, o aplicativo, a marca como um todo. Esses imóveis são mais defensivos e estratégicos.”
Curadoria e papel do corretor
Outro destaque do debate foi a valorização do trabalho do corretor no mercado de varejo. Segundo Semenzin:
“Os varejistas muitas vezes não estão no dia a dia da rua. O corretor tem um papel fundamental como curador, entendendo a vocação do ponto, o comportamento do entorno, e ajudando inclusive investidores na compra do ativo ou lojistas na escolha da localização.”
Em meio à percepção de que parte dos shoppings brasileiros enfrentam dificuldades, os painelistas fizeram questão de contextualizar:
“Os shoppings são organismos vivos”, disse Semenzin. “Eles precisam da flexibilidade de trabalhar o mix. É por isso que devem ser alugados, e não vendidos. Alguns vão sim desaparecer — por sobreposição, excesso de oferta, cidades pequenas com vários projetos. Mas muitos estão se reinventando.”
O executivo citou um caso em São José do Rio Preto, onde um dos cinco shoppings da cidade reposicionou seu conceito após parceria com a prefeitura, incorporando clínicas, escritórios e centros de diagnóstico:
“Ele passou a se chamar ‘Shopping e Muito Mais’. É um exemplo de como a vocação pode ser ressignificada.”
Conexão com o mercado
A escolha do local — uma loja atualmente vaga — trouxe uma dimensão real ao encontro. "Fizemos questão de realizar o evento em um espaço como esse para reforçar a conexão com o dia a dia de quem trabalha com varejo", destacou Giancarlo Nicastro.
O evento também apresentou brevemente a atuação da SiiLA como plataforma de dados e conteúdo para o real estate na América Latina, e reforçou a importância de decisões orientadas por inteligência de mercado, experiência de campo e entendimento do público consumidor.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
