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Ah Black
Friday! Grande parte da população anseia aguardando essa sexta-feira. Assim que
as promoções e campanhas entram no ar ou as lojas finalmente abrem, é dada a
largada. Após o sinal verde, milhões vão abrir e clicar freneticamente em seus
aplicativos de compra gamificados ou inundar as principais varejistas do país.
Seja alguém procurando um item o qual se programou o ano todo para comprar, ou
um fascinado por produtos que não precisa, a data, recheada com ofertas feitas
especialmente para ativar o seu gatilho de compra, vai movimentar muito
dinheiro nesse ano.
A pergunta que poucos se fazem é: o que o mercado faz para suprir essa demanda
colossal? Especialmente no ramo logístico existem muitos rumores sobre como as
empresas atuam diante de sazonalidades que são picos de compra e transporte no
Brasil. Bom, alguns dizem que empresas expandem suas operações na prévia do
evento, apenas 30 dias antes, será que realmente é isso que acontece?
Para desvendar mais um dos mitos que circundam essa data tão famosa, mas cheia
de segredos, o REsource entrou em contato com uma das principais empresas
especializadas em soluções logísticas flexíveis, a SKUrban, para compreender a
perspectiva de seu fundador e CEO sobre essa afirmativa,
Stephen Tanenbaum.
Como o intuito aqui é informar e não aumentar ainda mais o seu grau de
ansiedade, vamos direto ao ponto. De acordo com o executivo essa afirmativa não
convém:
“Considero fake. No máximo se a empresa já for inquilina ela vai pegar uma
área adicional porque no geral os produtos que suprem essa demanda chegam meses
antes, e se projetar para aumentar estoque em apenas um mês seria um espaço de
tempo insuficiente.”
Tendo em vista que um mês seria pouco tempo, Tanenbaum pondera o prazo mínimo para
se fechar um contrato e qual seria o modelo utilizado por empresas que
necessitam expandir seu estoque em prazos curtos:
“O modelo de Co-warehousing pode ser interessante em demandas sazonais, caso
seja um contrato de no mínimo 6 meses. Em geral é dificil conseguir alugar um
galpão num condomínio logistico por menos de 1 ano ou fora do padrão de 3-5
anos. No nosso caso costumamos fazer contratos de no mínimo um ano.
Para aqueles que pretendem garantir a operação em pouco tempo, a solução mais
viável se torna terceirizar o serviço para uma transportadora.”
Com relação a desafios, o CEO explica que o que realmente mais aflige as
empresas nesses períodos é possuir espaço e mão de obra disponíveis frente ao
volume da demanda. Por fim, o Tanenbaum analisa como outros fatores além de
datas comemorativas impulsionam a demanda por soluções logísticas e urbanas
mais flexíveis no Brasil:
“Olha temos o crescimento do e-commerce, a tendência da logística last mile
e a busca por uma infraestrutura completa: segurança, tamanho de 50m² a 500 m²,
salas comerciais, espaço co-working... tudo dentro de um lugar na cidade.
Com modelos flexíveis não é preciso separar as operações e pode-se atender as demandas
de espaço para pequeno e médio usuário sem contratos longos ou muito
investimento por parte do inquilino.”











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