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Com operações até agora concentradas no Rio de Janeiro, a Favela Log sempre contou com a capilaridade da Central Única das Favelas (Cufa), parceiro social da Favela Holding, que está presente em mais de 5 mil comunidades espalhadas nos 26 Estados e no Distrito Federal. E foi essa potência que permitiu entregar mercadorias em comunidades de Norte a a Sul do país, nos grandes centros ou ribeirinhas, quilombolas, que chamou a atenção de Luft durante a pandemia da covid-19. “Eu já conheço o Celso Athayde há muitos anos, mas essa parceria me fez perceber a capacidade de dar escala e vencer esse desafio de garantir o acesso da população das favelas a um mercado do qual muitas vezes eles ficam de fora simplesmente porque as empresas não entregam nas suas casas”, diz Luft.
Segundo Athayde, o foco da Favela Llog será o modelo que funcionou na pandemia e na ajuda aos atingidos pela seca na Bahia, que é fazer a entrega na “última milha” da logística. Por isso, a empresa estima que pode ter como clientes grandes empresas de e-commerce e logística, como DHL e Mercado Livre, além da própria Luft, que não opera na ponta do consumidor, ou redes de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A Favela Log entra com a expertise de entregar produtos nas favelas e Luft com a experiência de gestão e tecnologia de distribuição de mercadorias. “Mas quem sabe como entregar nesses territórios são eles”, deixa claro o empresário. “Vamos operar com qualquer produto”, diz Athayde, confirmando que até fogão e geladeira podem ser entregues.A Favela Log emprega cerca de 50 pessoas e Luft estima que a nova empresa pode ter 600 funcionários até o fim de 2023. Os empreendedores não falam em valores, nem do aporte feito por Luft, nem das expectativas de faturamento. A Favela Holding faturou R$ 178 milhões em 2021, enquanto a Luft é um empresa que fatura “por volta de R$ 1 bilhão por ano”. Ela opera na logística do agronegócio, farmacêutica e e-commerce (sem a ponta final), explica o sócio.
Fonte: Valor Econômico











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