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Escritórios e condomínios logísticos já não pertencem apenas ao mercado imobiliário tradicional — eles entraram de vez no universo dos investimentos. Hoje, esses ativos integram carteiras de fundos, geram renda e servem como instrumentos de preservação e expansão de patrimônio. Mas uma pergunta persiste: qual é, afinal, o tamanho do mercado imobiliário voltado para geração de renda no Brasil?
O universo dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) ainda é relativamente recente. Lançado em 1993, o instrumento completa 32 anos em 2025 — um período curto se comparado ao mercado financeiro tradicional.
A primeira bolsa de valores brasileira foi criada em 1851, no Rio de Janeiro, negociando commodities, apólices, seguros e câmbio. Já a primeira empresa de capital aberto surgiu apenas em 1964: a catarinense Hering.
Hoje, a cidade de São Paulo concentra a maior praça de escritórios corporativos do país, com cerca de 9 milhões de metros quadrados. Segundo dados da SiiLA, apenas 16,43% dos edifícios são de propriedade de FIIs — ou seja, 148 empreendimentos dentro de um universo de 901 ativos classificados como A+, A ou B.
No segmento de condomínios logísticos, o cenário é semelhante. Em um mercado composto por 517 empreendimentos monitorados em todo o país, que somam mais de 28 milhões de metros quadrados, apenas 19% estão nas mãos de fundos de investimento.
A utilização de imóveis como instrumento de geração de renda antecede a criação dos FIIs. No entanto, com a chegada desse veículo, o mercado se democratizou e se profissionalizou — tendência visível no crescimento expressivo do número de cotistas nos últimos anos.
De acordo com o boletim mensal da B3, o número de investidores em FIIs chegou a 2,5 milhões, sendo 74,3% pessoas físicas. Investidores institucionais representam 19,9% da base, enquanto estrangeiros somam 4,4% e outros perfis, 1,4%.
Além disso, o volume financeiro em custódia relacionado a fundos imobiliários já alcança a marca de R$ 177 bilhões, sinalizando a relevância crescente dessa classe de ativos na composição de carteiras.
O movimento de profissionalização e estruturação do mercado de real estate para renda também avança em outros países da América Latina. No México, cerca de 20% do mercado de escritórios e imóveis industriais já pertence a FIBRAs, os equivalentes locais dos FIIs.
Esses veículos somam mais de 22 milhões de metros quadrados de área bruta locável, com uma capitalização de mercado em torno de US$ 20 bilhões em 2024, segundo Jacobo Rodríguez, da Roga Capital — o equivalente a 4% do valor total do mercado imobiliário mexicano.











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