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No terceiro episódio do NXT Podcast, Giancarlo Nicastro recebe Guga Stocco, empresário e especialista em inovação e tecnologias disruptivas no Brasil, para falar sobre tendências, comportamento e tecnologia. A conversa começa com: a tecnologia está mudando o ser humano ou apenas amplificando o que ele sempre foi?
Para responder, Guga recorre a algo que todos sentem, mas poucos param para refletir. O celular, por exemplo, já não é mais apenas um dispositivo.
“Ele virou o controle remoto do ser humano. Quando você está sem o celular, é como se estivesse faltando um pedaço do seu corpo”, explica Stocco.
A partir daí, a conversa avança para um cenário ainda mais profundo: um futuro em que a inteligência artificial não será apenas uma ferramenta, mas uma presença constante, invisível, integrada e indispensável.
Segundo Stocco, estamos entrando na era do “copiloto digital”, um agente que acompanha decisões, tarefas e até pensamentos. E o efeito disso pode ser maior do que parece.
Ao longo do episódio, Guga constrói uma linha de raciocínio que mistura tecnologia e comportamento humano, revelando um paradoxo. Ele lembra que as novas gerações já nascem em um mundo em que tudo passa pela tecnologia. Diferentemente de quem viveu sem internet, esse público não conhece o “antes”.
O exemplo que ele traz é quase simbólico: jovens que não conseguem ligar uma vitrola simplesmente porque nunca tiveram contato com aquele tipo de lógica. O especialista explica que isso pode parecer banal, mas a forma como pensamos está sendo moldada pelas ferramentas que usamos.
Conforme a conversa avança, o tom muda. O que começa como uma discussão sobre inteligência artificial termina como uma reflexão sobre a vida. Guga fala sobre sucesso, tempo e atenção — três elementos que, segundo ele, raramente são compreendidos da forma correta.
Ter muitos desejos, por exemplo, pode significar viver em constante insatisfação. Dinheiro, por sua vez, não resolve o problema central. E o tempo só faz sentido quando existe presença.
“Você não deu atenção para o seu filho, você não viveu com ele. Aí, no final da vida, vai dizer que preferia ter vivido mais com ele ou ter construído uma empresa que foi um sucesso? Uma empresa que foi vendida, trocou de nome e da qual ninguém mais se lembra”, reflete.
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