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Na última semana, o fundo de investimento imobiliário HGLG11, da Pátria Investimentos, anunciou a efetivação da compra de nove naves localizadas em Goiânia, Goiás.
A transação envolve o Log Goiânia I, empreendimento que possui uma área bruta locável (ABL) de 78 mil m². O investimento para a aquisição foi de R$ 251,19 milhões, equivalente a R$ 3.200 por metro quadrado. O Cap Rate estabilizado da transação foi de 7,68%. As informações completas estão disponíveis para os assinantes da plataforma Market Analytics.
Com isso, o Log Goiânia I é o 25º empreendimento a integrar o portfólio do fundo, que possui empreendimentos em São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.
Para Lana Santos, Research do Clube FII, a compra do ativo vai ajudar a diversificar o fundo geograficamente. A especialista conta que o fundo pagou um valor justo pelo empreendimento.
“Essa compra inicia a exposição do Fii no estado de Goiás, contribuindo para a sua diversificação geográfica, o que é positivo para um fundo desse porte. Quanto ao preço pago, ele está em linha com o último laudo de avaliação do ativo, e o aluguel cobrado e nível de ocupação também refletem o cenário da região”, explica.
O Log Goiânia I é um ativo de 78 mil m² e tem inquilinos majoritariamente do segmento de Transporte e Logística. Seus três principais inquilinos são Solística, que ocupa 14 mil m², Nova Casa Distribuidora, com 6,5 mil m², e Cargill, com 6,4 mil m².
O empreendimento possui uma localização estratégica, com acesso direto à rodovia Presidente João Goulart/Transbrasiliana e está ao lado do Aeroporto Internacional de Goiânia – Santa Genoveva.
“Apesar de não ser uma região tão óbvia [...], a proximidade ao aeroporto e os atuais benefícios fiscais da região são fatores atrativos nesse ativo. Claro, sabemos que esses benefícios fiscais podem ser revogados com a reforma tributária, mas mesmo que aconteça, haverá um período de adaptação da economia às novas regras”, comenta Santos.
Atualmente, a região de Goiânia possui uma taxa de vacância zerada em condomínios de classe A+, A e B. A razão dos números baixos deve-se ao pouco estoque da região, apenas 196 mil m².
“Vemos esta transação como uma boa compra pelo HGLG, devido à qualidade do ativo, de alto padrão e 100% locado, como normalmente são os ativos da LOG”, analisa a analista do Clube Fii.
Além disso, ela conta também que “essa aquisição representará apenas 4,7% do PL do HGLG, de modo que uma inversão de cenário não apresentaria grandes riscos para o fundo.”
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