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No próximo ano, os preços de ativos estarão mais atrativos para compra, na avaliação do sócio, devido aos juros mais elevados e ao cenário de incertezas, que trazem volatilidade ao mercado. “Os juros talvez cheguem a dois dígitos no fim do primeiro trimestre de 2022, e a tendência é que fiquem altos o ano inteiro. No meio do impeachment da Dilma [Rousseff], compramos ativos quando ninguém queria. Nossa postura é contracíclica”, diz Lima.
O sócio da HSI tem expectativa que haja menos participantes do mercado “capitalizados para fazer negócios” no próximo ano. Fundos de investimento imobiliário (FII), por exemplo, têm perdido recursos para aplicações de renda fixa. Investidores estrangeiros também estão mais cautelosos, destaca Lima, devido às turbulências do cenário político brasileiro. “A imagem do Brasil está muito ruim”, afirma.
Nos últimos 12 meses, as aquisições de imóveis pela gestora somaram R$ 500 milhões, enquanto as vendas ultrapassaram R$ 2 bilhões. A postura mais vendedora do que compradora resultou de cenário de mais disputa por ativos em decorrência das captações feitas por fundos imobiliários.











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