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Em todos os ambientes corporativos, eventos, conferências, o termo ESG é cada vez mais ouvido, falado e comentado. Ainda há quem pense que é uma moda passageira, mas profissionais gabaritados do mercado imobiliário comercial apostam que é um caminho sem volta, pois trata-se de uma estratégia que pode determinar a continuidade ou fim dos negócios.
O termo ESG pode parecer um assunto relativamente novo, por ter se popularizado no mundo dos negócios nos últimos anos, mas acredite, a sigla em inglês para environmental, social and governance nasceu há quase 20 anos. A origem do termo vem da publicação Who Cares Wins, lançada pelo Pacto Global em parceria com o Banco Mundial em 2004.
Pode parecer complexo, mas as estratégias ESG nada mais são do que critérios que materializam a evolução da preocupação latente com a sustentabilidade de forma 360º, que já estava há bastante tempo sendo incorporada por empresas de todos os portes, em um movimento liderado principalmente por multinacionais e seus investidores. De uns anos para cá, com as mudanças geracionais no mercado de trabalho e a entrada de colaboradores movidos por propósito e um mercado consumidor mais atento às atitudes das marcas, a adoção de estratégias com foco no meio ambiente, sociais e de governança passaram a ganhar um peso maior nas companhias.
A pandemia de Covid-19 intensificou esse movimento, com a entrada de novos fundos ESG no mercado e líderes europeus fortalecendo a agenda para discussões em torno de questões como o aquecimento global. Uma pesquisa realizada pela consultoria EY em 2021, com 324 líderes sêniores de investimentos em todo o mundo já mostrava que 90% dos entrevistados analisam o desempenho em ESG em suas estratégias de investimentos e tomada de decisão. O estudo ainda apontou ainda que 78% dos investidores tinham interesse que as empresas investissem mais na qualidade de informações de seus relatórios de sustentabilidade.
E no mercado imobiliário comercial? Como esses conceitos se aplicam e por onde começar?
Antes de traçar estratégias e percorrer o caminho para atingir as metas, é preciso ter uma compreensão ampla de como os princípios se aplicam à indústria.
O primeiro passo para implementar estratégia ESG é fazer uma análise minuciosa da empresa para entender em qual estágio o negócio se encontra em relação aos critérios, avaliando operações, políticas e práticas.
Em seguida, comece alinhando as ações e metas do negócio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil, estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ao todo, são 17 os objetivos estabelecidos, mas você pode se ater aos que fazem mais sentido para a realidade da sua empresa, assim como à visão de futuro. Um exemplo prático seria estabelecer uma meta de redução de emissão de carbono ou políticas de diversidade e inclusão.
Uma vez definidos os objetivos e metas, chega a fase de engajar todos os stakeholders envolvidos, colaboradores, fornecedores, clientes, investidores, comunidades do entorno da sua atuação. Comunicar as iniciativas, com transparência e clareza, é fundamental para o sucesso da estratégia e obter a colaboração dos envolvidos. Futuramente, os resultados mensurados poderão ser transformados em um relatório público, incentivando que cada vez mais empresas do setor invistam em iniciativas semelhantes e fomentando o avanço da agenda.
Quer saber mais sobre o tema? Escreva para comunicacao@siila.com.br com uma sugestão de pauta para próximos artigos!











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