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Dados do Market Analytics da SiiLA mostram que o valor de mercado cresceu 42% nos últimos cinco anos, passando de R$ 16,34/m² em 2020 para R$ 28,47/m² em 2025. Ao mesmo tempo, a taxa de vacância teve uma redução de 45% em todo o país, caindo de 14,16% para 7,67%.
Nesse período, o valor médio das locações também aumentou — uma média de 61,33% — saindo de R$ 19,32/m² para R$ 31,17/m². Entre 2020 e 2025, os valores estão dentro do esperado, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), métrica que mede a inflação.
Segundo dados do IBGE, a inflação acumulada entre 2020 e 2025 foi de 31,46%. Sendo assim, o intervalo analisado indica que tanto os valores transacionados quanto o valor de mercado evoluíram acima da inflação.
Os números parecem positivos e o mercado aparenta estar desempenhando um bom papel. Porém, quando ampliamos a perspectiva, o cenário revela estagnação ao longo da última década e um saldo final menos favorável.
São dois cenários a serem analisados: o primeiro, já apresentado, é referente aos últimos cinco anos; já o segundo é referente aos últimos 10 anos. Em um cenário a longo prazo foi constatado que os valores transacionados estão sofrendo com uma valorização abaixo da inflação, diferente do recorte mais recente.
Em 10 anos, observa-se que a inflação cresceu 80%, enquanto os valores transacionados aumentaram apenas 54,46%. A estagnação é evidente: em 2015, a média transacionada era de R$ 20,18/m²; sete anos depois, em 2022, esse valor havia caído para R$ 19,27/m². Ou seja, em vez de crescer, os preços retrocederam.
Visualmente, ao analisar o gráfico de valor médio transacionado, é possível notar que os números permaneceram praticamente estáveis por anos, começando a subir de forma mais acentuada apenas a partir de 2023. Ao mesmo tempo, o gráfico da inflação manteve-se em trajetória ascendente.
Por outro lado, as taxas de vacância e os indicadores de absorção permanecem positivos. Nos últimos dez anos, a área vaga vem caindo gradualmente, enquanto o volume de novas locações e de novos estoques cresceu.
Foi em 2023 que o cenário mudou. A consolidação de gigantes do e-commerce, a expansão econômica e o aumento na demanda por espaços logísticos fizeram com que os valores fossem reajustados pela lei da oferta e da demanda — com pouca relação com a inflação.
O crescimento dos valores não são reajustes propriamente pensados no IPCA, porém estão mais relacionados aos movimentos naturais do mercado, uma autorregularão mercadológica e não econômica.
Sendo assim, o aumento do preço está mais relacionado a redução da vacância e o aumento do custo de construção do que com a inflação.
Sob essa ótica mais fria, as locações realizadas há dez anos
sofreram reajustes abaixo do IPCA. Já nos últimos cinco anos, o mercado cresceu
acima da inflação, mas ainda aquém do potencial de valorização que poderia ter
alcançado.
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