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O futuro chegou. Antes algo inimaginável, carregar um carro, é possível dentro de algumas horas ou até mesmo minutos, dependendo do nível da bateria e modelo do veículo. Ao mesmo passo que o modo de funcionamento dos carros elétricos inova e deslumbra, ele gera a demanda por estações de carregamento.
Este demanda começa a alterar silenciosamente a dinâmica dos shoppings centers no Brasil. O que antes era visto como um serviço de conveniência ou um símbolo de inovação agora se torna parte essencial da experiência de consumo. A chegada das estações de recarga aos estacionamentos desses empreendimentos representa uma nova fronteira para o varejo físico unindo sustentabilidade, tecnologia e fidelização de clientes.
Em entrevista ao REsource, Namor Del Castilho, gerente de operações do Tietê Plaza Shopping, ativo que integra o portfólio da Syn, afirma que a empresa vem acompanhando de perto a expansão da mobilidade elétrica. “Hoje as vendas de veículos elétricos já representam cerca de 15% do total. Acreditamos que acompanhar essa tendência é essencial, não apenas pela modernização do mercado, mas pela experiência que queremos oferecer aos nossos clientes.”
Segundo Castilho, a Syn foi uma das primeiras gestoras a instalar carregadores convencionais em seus ativos, mas o aumento da demanda impulsionou uma nova etapa do projeto.
O Tietê Plaza Shopping é um dos principais exemplos desse movimento. “No caso do Tietê Plaza, os dois carregadores convencionais que tínhamos eram usados o tempo todo. Isso mostrou que precisávamos ampliar a infraestrutura. Além disso, a localização do shopping, com saída para as principais rodovias, é estratégica para quem precisa carregar o carro antes de uma viagem”, explica Castilho.
Atualmente, o empreendimento conta com sete pontos de recarga, sendo cinco convencionais, oferecidos sem custo, e dois rápidos, de até 120 kW, capazes de completar a carga em 30 minutos.
Para Fábio Lopes de Oliveira, presidente da Sistel Energia, a infraestrutura de recarga no país vem evoluindo rapidamente:“A base de pontos passou nos últimos anos de cerca de 10,6 mil para algo em torno de 16,9 mil, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Ainda estamos atrás de mercados mais maduros, mas o crescimento acompanha as vendas recordes de veículos eletrificados.”
Ainda assim, Oliveira cita algumas das principais dificuldades do processo de instalação desses pontos de carregamento no país. “Em shoppings e prédios corporativos, o desafio principal é a alta simultaneidade de carga e a convivência com horários de pico. Em condomínios residenciais, o maior desafio está na medição individualizada, no rateio e atendimentos a legislação dos bombeiros”, conclui o executivo.










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