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Após mais de uma década de atuação em Real Estate na Brick Capital, Jaqueline Rodrigues acaba de anunciar uma nova etapa em sua carreira, assumindo o cargo de Portfólio Manager na Rio Bravo Investimentos.
A Rio Bravo é uma gestora de recursos com diversos investimentos, incluindo o mercado imobiliário. Integra o portfólio da empresa Fundos de Investimento Imobiliários, como o RCRB11, dedicado a torres de escritórios, que inclui em sua carteira ativos como o Continental Square, o JK Financial Center e o Girassol 555, empreendimento que recentemente foi notícia no REsource por ter área locada pela WeWork.
Nesta nova fase, Jaqueline se depara com o desafio de oferecer inteligência de mercado e gestão estratégica de fundos em uma das grandes gestoras do país. Em um bate-papo com o REsource, ela compartilha sua história profissional e as perspectivas que vislumbra no setor imobiliário comercial.
Formada em Administração no Centro Universitário FMU | FIAM-FAAM, Jaqueline se especializou em Investimentos no Mercado Imobiliário no Insper e completou uma pós-graduação em Viabilidade de Empreendimentos e Incorporações Imobiliárias pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Sua carreira teve início na Universidade Ibirapuera, onde passou quatro anos nas áreas administrativa e financeira. Em seguida, trabalhou na Drogaria Onofre, acumulando mais quatro anos de experiência na área financeira da empresa.
No entanto, foi no mercado imobiliário que Jaqueline encontrou sua verdadeira paixão. Iniciando como auxiliar financeiro na Brick, ela recorda: “Entrei sem saber o que era um metro quadrado; fui aprendendo aos poucos e me especializando.” Ao longo dos anos, Jaqueline progrediu dentro da empresa, assumindo papéis de maior responsabilidade que a levaram à posição em Real Estate.
Agora, na Rio Bravo, Jaqueline revela que será responsável por oferecer uma análise estratégica do mercado imobiliário, cuidando de aspectos como a performance dos fundos, dividendos e a precificação das cotas. “Meu foco principal é ser gestora do fundo, saindo um pouco do operacional e fazendo análises mais abrangentes”, explica. Sua experiência na Brick, onde trabalhou com locações, contratos e a precificação de ativos, será fundamental para essa nova etapa.
Quando questionada sobre a razão da mudança, Jaqueline menciona que recebeu uma proposta de alguém que já a conhecia e valorizava seu trabalho. “Após doze anos muito felizes na Brick, é natural querer se desafiar em outros setores e mercados”, afirma. Apesar da decisão tomada, Jaqueline reconhece que a despedida não foi fácil: “Foram ótimos anos lá, mas me sinto feliz e realizada.”
Jaqueline revela que se dedica a estudos e atualizações sobre o mercado e busca certificações para se tornar uma referência na área, com o objetivo de compreender melhor as estruturas de fundos. “Estou sempre estudando e me aprimorando para ter um olhar mais macro sobre o setor”, afirma.
Para finalizar, a executiva enfatiza a importância do networking no setor imobiliário: “É imprescindível! Precisamos ter não apenas a técnica, mas também a habilidade de relacionamento, especialmente em um mundo cada vez mais virtual.”
Além do RCRB11, a Rio Bravo possui diversos outros fundos de investimentos imobiliários, incluindo fundos dedicados a ativos de varejo, shoppings, educação, residenciais e também logística.
Como você iniciou no ramo imobiliário?
Minha carreira na parte imobiliária começou pela Brick como auxiliar financeiro, onde fiquei por dois anos. Entrei sem saber o que era um metro quadrado, fui aprendendo aos poucos, me especializando e cheguei aonde estou hoje. Conforme a empresa foi crescendo eu também fui me destacando e ganhando cargos maiores, ou seja, caí de paraquedas no ramo imobiliário.
Na Brick eu corria atrás de boas locações, contratos de inquilino e corretores e realizava uma boa precificação de ativos.
Durante o tempo que permaneci na empresa tive um grande aprendizado através de uma líder, uma mulher que eu admiro bastante, principalmente por esse ser um mercado predominantemente masculino. Hoje vemos que tem muitas mulheres na liderança, ela foi uma dessas que me ensinou tudo de imobiliário e de olhar como dona do negócio.
Então você não entrou numa faculdade porque você queria o ramo imobiliário, você caiu de paraquedas e se apaixonou. A gente pode dizer isso?
Exato! Eu fiz administração na época - até demorei um pouco para entrar na faculdade - mas nunca imaginei que eu iria trabalhar no imobiliário. Eu não tinha ideia do tamanho que era esse setor.
Quando comecei a entender melhor o setor, percebi o tanto de coisas que cercam o ramo, como os negócios rodam e quanto o braço imobiliário é importante na nossa economia.
Qual será o seu papel hoje na Rio Bravo Investimentos?
Eu proporciono a empresa uma inteligência de mercado. Saber como está o meu fundo, o meu dividendo, o cotista, quanto está precificado o meu valor da cota, se eu vou abrir emissão de cota ou não? É uma análise mais estratégica do negócio. Meu foco principal é ser gestora do fundo saindo um pouco do operacional.
Doze anos de carreira sólida, por que a Rio Bravo?
Eu recebi uma proposta de uma pessoa que já me conhecia, trocávamos muita figurinha sobe o mercado. Ele via como eu trabalhava e pensou que eu seria perfeita para esse cargo.
Foram muitos anos em algumas cadeiras na Brick. Doze anos muito felizes. Eu não saí por uma insatisfação, muito pelo contrário, estávamos numa curva muito boa de atendimento, metas, resultados e desafios. Mas dado que você fica muitos anos numa cadeira, é natural que você caia numa rotina e queira se desafiar em outros setores, mercados e afins.
Como foi sair da Brick?
Por mais que eu tivesse decidida, sempre tem aquela sensação de despedida, foram ótimos anos lá. Mas me sinto feliz e realizada.
Estou sempre estudando e me atualizando sobre o mercado e claro emitindo minhas certificações no ramo para me tornar uma referência no mercado. Não são todos os profissionais que dominam 100% como funciona as estruturas de fundos e isso é algo que almejo bastante. Me aprimorar para um olhar mais macro.
Sobre Networking
Aproveitando o caso descrito pela Jaqueline mais acima, ela também reitera a importância do relacionamento.
“É imprescindível! Obviamente que precisamos ter técnica e eu quero pessoas técnicas trabalhando comigo, mas precisamos ter esse manejo com áreas tantas internas, quantas externas. Muitas vezes as pessoas contratam não só por capacidade técnica, porque é óbvio que precisa ter, mas também por capacidade de relacionamento, principalmente porque hoje tudo está muito virtual”, finaliza.
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