Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

Jundiaí é a terceira maior região de condomínios logísticos do Brasil, atrás apenas de Cajamar e Guarulhos. Neste momento, os 2 milhões de m² de área logística no local não estão passando por um bom período, conforme mostram dados do Market Analytics, da SiiLA. De acordo com o monitoramento, a região registrou a maior absorção líquida negativa de inquilinos: foram 39 mil m² negativos em empreendimentos de alto padrão (Classes A+ e A).
Os dados mostram também que os inquilinos deixaram 70 mil m² e, ao mesmo tempo, a absorção bruta foi de apenas 31 mil m². É a primeira vez que a região registra uma absorção negativa nos últimos cinco anos.
Hoje, o espaço vago na região é de 203 mil m², o que representa uma taxa de vacância de 13,07%, um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação ao 1º trimestre deste ano.
Das 13 regiões monitoradas pela plataforma Market Analytics em São Paulo, apenas três apresentaram absorção líquida negativa ao longo do 2º trimestre de 2024, conforme indica o gráfico abaixo:
Ao incluir ativos classe B na análise, o panorama de Jundiaí segue registrando absorção líquida negativa. Com esse recorte (A+, A e B), a absorção líquida da região ficou em 24 mil m² negativos entre os meses de abril e junho deste ano.
A equipe de inteligência da SiiLA identificou cinco empreendimentos na região que sofreram com o “êxodo” de inquilinos. O CITLOG Viracopos, por exemplo, sofreu um baque de 38 mil m², que eram ocupados anteriormente pela empresa de logística Coopercarga.
O empreendimento faz parte do fundo Hedge Logística (HLOG11), e a Coopercarga ocupava o empreendimento desde 2022. A companhia possuía um contrato de locação que iria até 2025. Na época do acordo, a empresa acertou o contrato de aluguel por R$ 17/m². Hoje, a Coopercarga ainda ocupa uma área de 6 mil m² no imóvel.
Outros ativos que sofreram com a saída de inquilinos foram o Cabreúva Business Park, o Eco CD Cabreúva, o Global Jundiaí e o Parque Logístico Cabreúva. Empresas como VIP Transportes, Carmel, BeloCorp e SG Tecnologia deixaram a região.
O fundo KNRI11, da Kinea, proprietária do Global Jundiaí foi um dos afetados pela saída de um inquilino, que esvaziou uma área de 1,2 mil m².
A Kinea informou, em nota, que ainda acredita na região e que a saída não representa um impacto grande para seu ativo, pois outros inquilinos já estão sendo sondados.
Procurados pela equipe do REsource, a Hedge, a Derapar, a VIP Transportes, a SG Tecnologia e a Coopercarga não responderam os questionamentos da equipe de reportagem.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
