Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

O fundo de investimento imobiliário Industrial do Brasil (FIIB11), administrado pela Coinvalores, enfrenta um novo episódio de inadimplência, no condomínio logístico Perini Business Park, em Joinville, Santa Catarina. Um fato relevante divulgado nesta quarta-feira (22) revela que uma das locatárias do fundo, a Wetzel, deixou de honrar os aluguéis entre setembro e dezembro de 2025, pagando apenas 50% dos valores devidos no período.
Segundo o comunicado, a locatária solicitou a postergação do pagamento da outra metade dos aluguéis, alegando dificuldades financeiras e impactos negativos sobre o fluxo de caixa, atribuídos à desaceleração da indústria automotiva e ao aumento das incertezas no comércio global, agravadas por medidas recentes de elevação de tarifas pelos Estados Unidos. O pedido previa o parcelamento dos valores a partir de fevereiro de 2026, em 18 parcelas mensais.
O impacto potencial sobre o caixa do fundo não é desprezível. De acordo com a Coinvalores, uma eventual rescisão contratual pode representar uma perda aproximada de R$ 0,97 por cota, além de encargos locatícios estimados em R$ 0,18 por cota, totalizando um impacto negativo mensal de R$ 1,15 por cota no fluxo de caixa.
Inicialmente, a administradora negou a solicitação. Ainda assim, o fundo concordou com a postergação dos aluguéis vencidos entre setembro e dezembro de 2025, além do aluguel com vencimento em janeiro de 2026. O montante envolvido soma R$ 1,66 milhão.
Pelo acordo proposto, a dívida seria corrigida com juros de 1,70% ao mês até fevereiro de 2026, alcançando R$ 1,79 milhão, a ser paga em 11 parcelas mensais de aproximadamente R$ 179,7 mil, com início em 20 de fevereiro. A formalização do acordo, no entanto, dependia da renovação dos contratos de locação, atualmente vigentes por prazo indeterminado, além da apresentação de novas garantias.
Até o momento, a locatária não concordou com as condições estabelecidas pelo fundo. Diante disso, proprietários afirmou que não restou alternativa senão as medidas judiciais para cobrança dos valores em atraso, incluindo a possibilidade de rescisão dos contratos de locação e retomada dos imóveis.
A Wetzel, locatária com histórico de litígios relacionados aos imóveis ocupados, incluindo ações de despejo, execuções de crédito e disputas judiciais que se arrastam há mais de uma década.
Documentos judiciais citados pela administradora indicam valores expressivos em discussão, com causas que superam R$ 100 milhões, além de recorrentes pedidos de suspensão de execuções e reconhecimento de conexões processuais.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
