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LOG entra no mercado financeiro e cria plataforma para gestão de fundos e investimentos logísticos

  • Companhia quer expandir atuação para além do desenvolvimento de galpões, apostando em fundos imobiliários, seguros e modelo asset light para acelerar receitas recorrentes e reciclagem de capital 
Sergio Fischer, CEO da LOG
Sergio Fischer, CEO da LOG
Por: SiiLA News
25/05/2026

A LOG anunciou, na última sexta-feira (22), uma mudança estratégica que amplia sua atuação para além do desenvolvimento de galpões logísticos. Em apresentação para investidores e imprensa, a companhia comandada por Sergio Fischer afirmou que pretende expandir sua presença nos mercados de gestão de investimentos, seguros, administração e fundos imobiliários.

Batizada de LOG Capital, a iniciativa busca transformar a empresa em uma plataforma mais ampla de soluções financeiras e imobiliárias voltadas ao setor logístico, criando novas receitas recorrentes e reduzindo a dependência da venda de ativos desenvolvidos pela companhia.

Atualmente, a LOG possui cerca de 1,2 milhão de m² de área bruta locável (ABL) sob assessoramento, distribuídos em quatro fundos. A receita contratada anualizada dessa operação soma aproximadamente R$ 9,5 milhões. A expectativa da empresa é acelerar essa vertical nos próximos anos, com a criação de um a dois novos fundos de desenvolvimento por ano até 2030. Segundo a companhia, esse movimento pode gerar um crescimento potencial superior a R$ 1 bilhão ao ano em ativos sob gestão (AUM) nos fundos de renda.

A estratégia inclui a estruturação de fundos de renda focados em galpões logísticos classe A, fundos de desenvolvimento, fundos de recebíveis imobiliários e operações de co-investimento em novos projetos.

Em conversa com o REsource, Fischer afirmou que a tese da companhia permanece mesmo em um cenário de queda da taxa de juros, que, segundo ele, pode inclusive acelerar a reciclagem de capital e a demanda por ativos logísticos.

“Se tiver uma taxa de juros mais baixa, eu acho que vai haver uma facilidade maior de reciclagem. Vai haver uma geração de valor maior na reciclagem desses fundos de desenvolvimento [...] há uma demanda alta, pode haver inclusive um aumento de demanda. Acho que o nosso negócio está blindado da questão macroeconômica. Quais são os dois grandes drivers da nossa demanda? O flight to quality, que já está posto [...] E, somado a isso, o e-commerce não está mudando”, explica o CEO.

Questionado pelo REsource sobre os possíveis impactos da reforma tributária no setor logístico — especialmente diante da tendência de redução dos incentivos fiscais regionais — Fischer afirmou que a mudança pode aumentar a demanda em regiões onde a companhia já possui operações consolidadas, embora a LOG siga mais seletiva na expansão geográfica.

“Eu acho que vai aumentar a demanda nas praças em que a gente está investindo. Nos últimos dois anos, nós elevamos a régua em termos de desenvolvimento de novas praças. A gente está buscando operações que tenham pelo menos um milhão de pessoas em uma área de consumo [...] Em novas praças, você não vai ver a gente entrando. Vai ver a gente fazendo o terceiro, o quarto, o quinto empreendimento em praças em que já temos operação”, afirma.

Além da expansão da área de gestão, a LOG também pretende monetizar parte de seus ativos por meio da venda de participações para fundos próprios, mantendo a administração dos empreendimentos e capturando receitas recorrentes ligadas à originação, estruturação, gestão e distribuição dos veículos.

Durante a apresentação, os executivos destacaram que o objetivo é migrar para um modelo mais “asset light”, reduzindo a necessidade de capital próprio alocado diretamente nos empreendimentos e aumentando a eficiência do balanço. Segundo a empresa, isso pode elevar o retorno sobre o patrimônio (ROE) e ampliar a capacidade de reciclagem de capital para novos projetos.

Atualmente, a LOG investe integralmente com capital próprio em seus projetos. Com a nova estratégia, a companhia pretende captar sócios para investir nas SPEs dos empreendimentos, dividindo o capital necessário para a construção dos ativos.

Em um exemplo apresentado pela empresa, um projeto de 50 mil m² desenvolvido integralmente com capital próprio teria um múltiplo sobre o capital investido (MOIC) de 1,7 vez. Já no modelo com participação de sócios, o retorno projetado subiria para 2,8 vezes, mesmo com a LOG mantendo apenas 20% de participação no investimento. 

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