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“O principal estímulo para o desenvolvimento de propriedades comerciais é o PIB [Produto Interno Bruto]. Se o Brasil começar a andar, a vacância será consumida pela pujança do mercado. Quando começarmos a entregar os projetos, o momento estará mais favorável em relação à demanda”, acredita Lucio Junior, presidente da incorporadora.
Desde o início da pandemia de covid-19, o segmento foi impactado pelo crescimento do sistema de “home office” e pela crise enfrentada por parte das inquilinas. Os novos estoques previstos para chegar ao mercado paulistano, neste ano, tornam o cenário mais desafiador para as proprietárias de grandes lajes corporativas.
Na avaliação de Giancarlo Nicastro, presidente da SiiLA, considerando-se o ciclo longo do setor, este é o momento de as empresas desenvolvedoras buscarem terrenos para novos projetos. Mas, devido à volatilidade em que o mercado ainda se encontra, Nicastro considera preferível que a construção de empreendimentos comece daqui a seis meses ou um ano.
Pesquisa da SiiLA aponta que, no primeiro trimestre, houve entrada de novo estoque de 45.678 m2 das classes A+ e A, nas principais regiões de São Paulo. A vacância aumentou de 19,1%, no quarto trimestre, para 21,2%. As devoluções superaram as contratações em 31.082 m2, patamar recorde de absorção líquida negativa. O Itaú respondeu pelas maiores devoluções. Antes da pandemia, o banco já tinha decidido diminuir os espaços ocupados. Incertezas de mercado também contribuíram para inquilinos entregarem áreas.
Fonte: Valor Econômico











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