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A WeWork vem estampando as manchetes de alguns jornais, seja pela estratégia ousada de coworking, pela inovação, ou pela crise financeira que a empresa passa. Mas fora do holofotes globais, Karen Scarpetta, CEO Spanish Latam da WeWork, revelou em uma entrevista exclusiva à equipe do REsource que o desempenho da marca pela América Latina vem crescendo, enquanto a empresa se aproveita de algumas oportunidades únicas na região, como o boom de empresas chegando ao México por conta do Nearshoring.
Segundo a executiva, o serviço da empresa, de aliar tecnologia com um modelo de escritório personalizado, oferecendo espaços flexíveis e contratos adaptados às necessidades produtivas e financeiras das empresas, possibilitam que um inquilino encontre no coworking maneiras de conquistar um espaço físico para sua empresa 30% mais rápido do que em escritórios tradicionais.
Nos últimos dois anos, conta Karen, a WeWork concentrou-se em capitalizar oportunidades de investimento na América Latina, o que "tem mostrado sinais promissores de recuperação econômica, abraçando modelos de trabalho híbrido e um foco renovado na produtividade". A executiva destacou que com o foco na situação local, as receitas da WeWork na região cresceram 37% no final do segundo trimestre de 2023 na comparação com o período anterior.
"Brasil e México são os mercados mais relevantes na América Latina, mas em 2023, celebramos níveis históricos de ocupação no México, Colômbia e Argentina", explicou a CEO Spanish Latam da WeWork.
Dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA mostram que a WeWork vem apostando na locação de prédios de escritórios de alto patrão, muitas vezes como única inquilina do empreendimento, nas diferentes cidades mapeadas pela plataforma.
No México, a empresa é responsável pela ocupação de mais de 250 mil m² de edifícios corporativos, considerando apenas os de padrão A+ e A. Enquanto no Brasil, ela saltou de menos de 50 mil m² de área em 2018, para cerca de 120 mil m² ocupados atualmente, também considerando apenas empreendimentos de alto padrão (Classes A+ e A), incluindo BFC - Brazilian Financial Center, na Avenida Paulista, CENU - Centro Empresarial Nações Unidas - Torre Norte e Complexo JK, os três em São Paulo, e Torre Almirante, no Rio de Janeiro. Na Colômbia, os dados da SiiLA indicam uma ocupação de quase 100 mil m², também em empreendimentos de grande porte.
Karen explica que cada região na América Latina apresenta tendências específicas. Em Bogotá, na Colômbia, por exemplo, a ocupação tem sido impulsionada pela ausência de novos projetos corporativos na cidade, algo que vem acontecendo desde 2019. Em São Paulo, no Brasil, o desafio tem sido a disponibilidade limitada de espaços. Em lugares como Cidade do México, a estratégia envolve selecionar locais estratégicos em um mercado com entregas volumosas de novo estoque.
Porém em todos os locais, a estratégia da WeWork é de aproveitar oportunidades afirma a executiva, seja em mercados com escassez ou excesso de estoque de lajes corporativas, alta ou baixa demanda, contanto que haja uma oportunidade de construir comunidades. "Temos que ficar de olho nas tendências comportamentais e usar a tecnologia para entendê-las e desenvolver soluções e produtos que atendam a essas necessidades emergentes", explicou Karen.
A flexibilidade de espaços e contratos tem sido especialmente bem-sucedida no México e no Brasil. Uma diferença entre esses mercados é que, no Brasil, há muita "capilaridade", significando cobertura extensa e eficaz que permite aos clientes utilizar diferentes espaços, frequentemente alterando o centro de operações de acordo com suas necessidades. No México, é comum que as empresas escolham um local, decidam estabelecer-se e centralizem suas operações.
"No final, o mais importante para cada empresa é focar no que ela precisa para alcançar resultados, e, nesse processo, nós, como especialistas em desenvolvimento de ambientes de trabalho, podemos permanecer na vanguarda e ir além, fornecendo a algumas empresas o que elas ainda não perceberam que precisam," concluiu Karen.











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