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O desempenho do mercado de escritórios oscilou muito nos últimos anos, em decorrência da crise sanitária do Covid-19. A ocupação deste tipo de ativo foi impactada diretamente pelas restrições da época, assim como abriu espaço para um amplo debate sobre os modelos de ocupação.
Em uma análise exclusiva obtida pela equipe da redação do REsource com os dados do Market Analytics, é perceptível que nos últimos seis anos, de 2018 até 2023, a performance dos escritórios de Classes A+, A e B de São Paulo oscilou drasticamente.
Entre 2022 e 2023, anos já sem as restrições do período de pandemia, os principais indicadores de desempenho dos escritórios mostraram uma recuperação no mercado paulista. A absorção bruta somou mais de 1,380 milhões de m² locados. A absorção líquida, foi positiva em ambos os anos também, com 148 mil m² e 130 mil m², respectivamente.
Os dados contrastam diretamente com os vistos nos anos de 2020 e 2021, ambos marcados pelas absorções líquidas negativas, com saldo de -135 mil m² e -167 mil m², respectivamente. A absorção bruta em ambos os anos também ficou um pouco acima dos 500 mil m², as piores performances do período analisado.
A análise exclusiva dos principais indicadores do desempenho do mercado de escritórios evidenciam que, embora a absorção bruta e líquida mostrem sinais de recuperação nos últimos dois anos, comparados com 2020 e 2021, a performance do setor ainda está bem abaixo do registrado nos anos pré-pandemia.
Em 2018, a absorção bruta superou os 930 mil m² de área locada nos escritórios da cidade de São Paulo. Em 2019, o volume também foi alto: 899 mil m². A absorção líquida em ambos os períodos foi positiva: 366 mil m² e 307 mil m², em 2018 e 2019 respectivamente.
“Os números de 2022 e 2023 são positivos, mas os dados da plataforma Market Analytics indicam que ainda estamos bem abaixo dos indicadores registrados no mercado de escritórios até 2019”, comenta Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.
“Os novos modelos de trabalho, que mesclam dias presenciais, com homeoffice, levaram muitas empresas a repensarem o uso dos seus escritórios. Recentemente apresentamos uma análise, publicada em matéria do site Inteligência Financeira, que mostra que há um grande volume de empresas locando área, porém o perfil de locação mudou. São áreas menores que estão sendo locadas, o que impacta diretamente no indicador de absorção bruta”, completa o executivo.
A vacância dos escritórios de São Paulo, para as classes A+, A e B, fechou 2023 em 22,81%, nos mesmos patamares de 2021, onde a taxa estava em 22,56%, e ainda longe dos 15,26% vistos ao fim de 2019. São diversos fatores que estão mantendo a taxa de vacância alta, como o desempenho da absorção líquida negativa entre 2020 e 2021, o volume ainda baixo de novas locações, e também uma grande quantidade de entrega de novos imóveis na capital paulista.
Apenas em 2023, foram entregues 219 mil m² de ativos classe A+, A e B. Entre 2020 e 2023, o volume total foi de 760 mil m² de área entregue em empreendimentos na capital paulista. Entram na lista de escritórios entregues nos últimos seis anos três torres do Parque da Cidade (Aroeira, Paineira e Jatobá), B32, Faria Lima Plaza e O Parque.











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