Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

“O ativo pode até perder valor, mas não desaparece.” Frases como essa sintetizam um dos principais racionais por trás da ideia de que o mercado imobiliário é, na maioria dos casos, um investimento seguro. O imóvel é um ativo físico, tangível, concreto, e isso, por si só, já transmite uma sensação de proteção.
Mas a segurança do Real Estate vai além do fator material. Historicamente, os empreendimentos imobiliários são vistos como uma barreira contra a inflação, funcionando como reserva de valor em cenários de instabilidade econômica. Soma-se a isso a previsibilidade na geração de renda, por meio de aluguéis recorrentes, a menor volatilidade aparente dos preços e a tendência de valorização no longo prazo. Conjunto de fatores que ajudou a consolidar o setor como um dos pilares do investimento conservador.
Contudo, investir em imóvel nem sempre é um movimento seguro, existem diversos fatores que devem ser analisados para garantir a estabilidade dessa ‘aposta’. Para compreender melhor esses pontos, o REsource entrevistou Danilo Barbosa, sócio-diretor do Clube FII.Segundo Barbosa não existe um investimento sempre seguro e
sim, a noção de mais ou menos risco:
“Essa ideia de ‘sempre seguro’ não se sustenta nem teoricamente nem
historicamente. Até a poupança já foi confiscada no Brasil. O que existe é a
noção de mais ou menos risco, dependendo do ativo, do momento do ciclo e da
forma como ele é estruturado.
No caso do mercado imobiliário, ele é muito amplo e
comporta riscos completamente diferentes dentro do próprio setor. Por isso, a
percepção de segurança precisa ser relativizada.”
O executivo comenta que segurança no Real Estate seria na preservação do
capital ao longo do tempo mas não necessariamente algo que reflita a
previsibilidade mensal de renda ou liquidez imediata.
“Para investidores institucionais, o primeiro filtro é entender se aquele
ativo consegue manter valor real no longo prazo. Previsibilidade de renda pode
falhar temporariamente e liquidez depende do ciclo imobiliário, mas um bom
imóvel bem localizado tende a preservar e até ampliar seu valor ao longo do
tempo.”
Outro mito que permeia o Real Estate é a valorização
constante de qualquer ativo independente de suas especificações ou localização.
“O principal risco subestimado é a ideia de que qualquer imóvel valoriza
para sempre, o que não é verdade. Bons imóveis, bem localizados, com proposta
adequada à demanda local, tendem a se valorizar no longo prazo. Imóveis ruins,
mal posicionados ou fora de contexto podem ficar obsoletos.
No caso do investidor de FII, existe ainda outro risco pouco percebido:
vemos pessoas alocando volumes relevantes de capital em ativos que não conhecem profundamente e esperando retornos rápidos e constantes no curto prazo, o que não combina com a dinâmica imobiliária.”A crença vem do lastro real, o imóvel ocupa um espaço
físico, atende uma necessidade concreta e está sobre terra.
“Isso cria uma sensação clara de valor intrínseco, mais fácil de entender e
mensurar do que ativos puramente financeiros. Mas lastro físico não elimina
risco. Ele apenas torna o risco mais tangível.”
Porém há fatores que auxiliam a mitigar os riscos de investimentos
envolvimento empreendimentos comerciais:
“O primeiro pilar é localização. Localização é imutável. Um imóvel ruim em
boa localização pode ser melhorado. Um ótimo imóvel em localização ruim está
condenado.
Para que um ativo seja um investimento seguro ele depende de
diversos fatores como localização, gestão, qualidade, ciclo de juros atual e
diversos outros.
“O mercado imobiliário pode ser resiliente, previsível em alguns contextos e
eficiente na preservação de capital, mas depende do ativo e seu contexto.
Segurança em real estate não é um estado permanente, é uma condição que precisa ser constantemente avaliada.”











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
