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O Globo - A julgar pelas cifras que investidores estão dispostos a pagar por ele, o escritório, definitivamente, não morreu.
A gestora VBI, que vem “colecionando” imóveis no novo coração financeiro de São Paulo, acaba de comprar um pedaço do Vera Cruz II, localizado em plena Av. Brigadeiro Faria Lima. Seu fundo VBI Prime Properties (PVBI11, na Bolsa) está pagando quase R$ 294 milhões por um naco de 36% do prédio, que tem apenas 11 andares e é o endereço de firmas como as gestoras Captalys e Riza, o escritório de advocacia /asbz e a Paper Excellence.
Com a transação, o prédio foi avaliado em R$ 816 milhões, e o preço do metro quadrado está saindo por R$ 40,8 mil — invulgar mesmo para os quarteirões onde o PIB brasileiro se estapeia para abrir seus escritórios.
No ano passado, quando um grupo de investidores comprou fatia de 62% da torre Infinity, uma das principais da Faria Lima, o metro quadrado saiu a R$ 39,2 mil — um recorde em transações envolvendo um único ativo, segundou noticiou-se à época.
‘Pague ou busque outra região’
— Esse é o valor que a região está aceitando, uma vez que a vacância está abaixo de 10% e as locações estão saindo na casa de R$ 240 o metro quadrado. Ou seja, é caro, mas não é um absurdo, considerando-se o custo de reposição. Na região da Faria Lima, não tem muito mais espaço onde se construir. A lógica então é quase como um “pague ou busque outra região” … — brinca Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, especializada em dados do mercado imobiliário.
Pelos dados da SiiLA, até houve transação recente que saiu por estratosféricos R$ 61 mil o metro quadrado, mas ela envolveu apenas uma laje do Pátio Victor Malzoni, não vários andares do prédio.
A cifra do Vera Cruz II também é recorde, claro, para o portfólio do VBI Prime Properties. Há algumas semanas, quando comprou grande parte do edifício The One, ali perto, ela pagou R$ 32,8 mil pelo metro quadrado — até então, o preço mais “salgado” na sua carteira.
Ao todo, o fundo tem agora seis ativos de altíssimo padrão no portfólio, com uma média de R$ 28 mil pelo metros quadrado nas aquisições. O veículo, que está captando uma nova emissão de até R$ 600 milhões, vale R$ 1,3 bilhão na Bolsa e possui mais de 134 mil investidores.
A VBI, sua gestora, tem foco em mercado imobiliário e R$ 9 bilhões sob gestão, distribuídos entre diversos fundos.
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