Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

O mercado de fundos de investimentos imobiliários está crescendo. Segundo a B3, são 499 FIIs listados na bolsa. A tendência é que esse mercado cresça ainda mais, principalmente com a popularização do multifamily. Conhecido também como moradia para renda, o mercado de multifamily ganhará um novo FII.
Com o foco na cidade de São Paulo e sob gestão da Brio Investimentos e da Fictor, a operação dos imóveis estará sob o comando da Greystar. O FII é a aposta das empresas para acelerar o mercado de moradias para renda. Em uma conversa com a equipe de jornalistas do REsource, os responsáveis pelo fundo deram detalhes sobre o funcionamento dele e sobre o mercado atual.
Abelardo Sá, diretor de infraestrutura e energia da Fictor, destaca que a parceria com a Brio foi uma escolha estratégica, pautada pela confiança na governança e no histórico das empresas envolvidas.
"São Paulo não é um mercado fácil, mas optamos por atuar ao lado de duas companhias que respeitam o capital e possuem um sólido track record", afirma.
Segundo ele, a Fictor já atua no segmento residencial tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. Na capital fluminense, a participação é mais ativa, com papel de investidor e desenvolvedor. Já em São Paulo, a empresa exerce uma função estratégica, como investidora, apoiando a Brio nas decisões.
Rodolfo Senra, sócio-fundador da Brio Investimentos, acredita que este é o momento ideal para entrar no mercado de multifamily, pois o mercado paulista, carioca e de outras grandes capitais está atingindo o ponto ideal de maturidade.
Além disso, a principal tese do FII é que o setor de moradia possui um vácuo: a classe média. Enquanto as classes mais altas têm dinheiro para gastar e as classes com menor renda são contempladas com subsídios, a classe média não possui programas de moradia nem dinheiro para comprar imóveis e é nesse momento que entra o multifamily.
"A gente entendeu que o Brasil, especialmente as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que são os principais centros urbanos, chegaram a um ponto de maturidade para ter o residencial de renda como uma solução para atender esse nicho, para ajudar a reduzir uma parte importante do déficit habitacional dessas cidades. Outro fator importante é que estamos vendo uma mudança de costumes geracionais; a geração atual não quer mais ter imóvel próprio. Eles querem flexibilidade — ele mora aqui, depois mora lá, devolve um apartamento. No próprio sistema da Greystar, por exemplo, o inquilino pode sair de um bairro X e ir para um bairro Y", comenta Senra.
A Fictor está injetando, inicialmente, R$ 250 milhões na compra e desenvolvimento de ativos que, ao todo, somarão 700 unidades residenciais na capital paulista. Hoje, São Paulo possui o maior estoque de ativos multifamily do país, sendo responsável por 84,4% das unidades de todo o Brasil. Porém, para Kim Azevedo, diretor de investimentos da Greystar, o mercado pode evoluir mais.
Azevedo conta que a cidade de São Paulo possui uma relação de pessoas que alugam versus proprietários em torno de 20%. O diretor explica que, em mercados mais maduros, esse número gira em torno de 30% a 40%; em alguns países, chega a 50%.
Dessa maneira, o executivo explica que ainda há um longo caminho a seguir, ainda mais com o aumento das pessoas que estão optando por alugar, em vez de comprar, um movimento que não é novidade para a Greystar, visto que isso já é observado em empreendimentos sob a bandeira Ayra, destinada ao médio-alto padrão.
“O segmento que estamos focando com a Brio e a Fictor é o de renda média, que são pessoas que alugam por necessidade, porque realmente não conseguem adquirir uma casa ou apartamento. A gente entende que tem uma demanda enorme. Inclusive, já fizemos estudos sobre a pirâmide de renda aqui em São Paulo. Se eu não me engano — depois posso até passar os dados —, mas está em torno de 30% a 40% das famílias dentro do nosso segmento de renda, comparado com o médio-alto padrão, que representa menos de 10%. Então, conforme você vai descendo na pirâmide, vai escalonando o seu potencial de demanda com pessoas que realmente necessitam", explica.
A natureza do ativo multifamily é vantajosa para os FIIs; justamente por isso, esse modelo é um dos fundos mais populares nos EUA, por exemplo. Por ser extremamente pulverizado, a saída e entrada de inquilinos é menos sentida pelos cotistas, uma vez que o ativo estiver funcionando, afirma o fundador da Brio Investimentos.
"O multifamily são produtos que serão eficientes do ponto de vista operacional e de custo, de construção, e com isso a gente consegue gerar um yield que é muito competitivo em relação a outras classes de ativos, porém com um risco menor, porque você está pulverizado. Em um galpão logístico, você está no céu ou no inferno: ou está tudo locado ou você está sem locação nenhuma. Às vezes, um único inquilino ocupa 50% ou até mesmo 100% do imóvel. Nos ativos corporativos é a mesma coisa: você tem, às vezes, um prédio comercial com quatro ou cinco empresas e, se uma sai, você já tem 25% de vacância. No multifamily, isso não acontece. Somos muito competitivos em termos de yield em relação às outras classes de ativos voltados para renda", explica Senra.
Fique por dentro das notícias do mercado imobiliário em nosso grupo do WhatsApp. Acesse: https://bit.ly/REsourceWpp











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
