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O que acontece quando a evolução tecnológica avança mais rápido do que a capacidade humana de lidar com ela? E até que ponto os algoritmos moldam o comportamento das pessoas sem que elas percebam? Essas foram algumas das reflexões do episódio desta semana do NXT Podcast. Em conversa com Giancarlo Nicastro, o CEO da Effecti, Alan Conti, falou sobre os impactos da tecnologia na saúde mental, no comportamento e nas relações de trabalho.
Logo no início da entrevista, Conti afirmou que a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa de evolução, mas alertou que, sem autoconhecimento, ela tende a aprisionar os usuários em bolhas alimentadas pelos algoritmos. Segundo ele, as plataformas reforçam preferências já existentes e reduzem o contato com diferentes perspectivas, tornando as pessoas mais suscetíveis à manipulação.
"Para quem entende o que a tecnologia pode proporcionar, ela pode ajudar a evoluir a humanidade. Mas, para a grande massa, vejo que pode prejudicar. Os algoritmos entregam apenas aquilo que a pessoa já gosta de ver ou costuma buscar. Se ela não percebe que está sendo manipulada, o impacto pode ser muito grande nos anos seguintes", afirmou.
Para o executivo, o autoconhecimento é o principal filtro para evitar esse processo. Ele defende que compreender os próprios objetivos e valores permite fazer um uso mais consciente das redes sociais e do conteúdo consumido.
"É muito mais sobre se autoconhecer primeiro, entender onde você quer chegar e qual é o seu propósito. Só então faz sentido decidir quem seguir ou o que consumir na internet. Se não houver essa consciência, você está sendo manipulado."
Ao abordar os efeitos da tecnologia sobre a saúde mental, Conti citou o crescimento das apostas esportivas online como um exemplo de como ferramentas digitais podem potencializar comportamentos compulsivos quando encontram usuários emocionalmente vulneráveis. Na avaliação dele, muitas pessoas ainda não compreendem como esses sistemas funcionam e acabam se tornando reféns deles.
A conversa também passou pelos desafios do trabalho remoto, da integração entre equipes e do avanço da inteligência artificial no ambiente corporativo. Para Conti, embora a tecnologia tenha elevado significativamente a produtividade, ela não substitui elementos essencialmente humanos, como propósito, presença e conexão entre as pessoas. Na visão do executivo, o maior desafio das empresas não é acompanhar a velocidade da inovação, mas evitar que ela substitua a capacidade humana de refletir, criar vínculos e tomar decisões conscientes.
O NXT Podcast está disponível em todas as plataformas de áudio, para acompanhar o episódio completo, acesse:
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