Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

O primeiro leilão da nova remessa de Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPAC) da Operação Urbana Faria Lima aconteceu na sede da B3, nesta terça-feira (19), e arrecadou R$ 1,6 bilhão, valor que será destinado ao projeto de reurbanização da favela de Paraisópolis.
Os CEPACs representam direitos urbanísticos adicionais, permitindo construir acima do coeficiente básico nas áreas contempladas pela operação.
Apesar das cifras expressivas e do tom otimista do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o leilão ficou aquém das expectativas do governo. Dos 167 mil certificados ofertados, apenas 94 mil foram efetivamente negociados, cerca de 56% do total. A projeção inicial era arrecadar cerca de R$ 2,9 bilhões.
A baixa procura fez com que os valores não atingissem patamares suficientes para disputas de lances. Assim, ofertas como os R$ 117 mil da Ágora ou os R$ 45 mil do Itaú não tiveram efeito além de sinalizar poder de fogo. Todos os certificados acabaram sendo arrematados por R$ 17,6 mil.
Nunes explica que é feita uma análise para definir os valores, sendo definido de acordo com a lei de oferta e demanda.
“O leilão tem uma correlação com a análise de oferta e demanda. É feito um estudo econômico; nós poderíamos colocar o leilão a R$ 5, mas a imprensa costuma dizer: ‘o último foi a R$ 17’. O último preço não tem a ver, nessa situação atual acabou coincidindo”, explica o prefeito.
O gosto amargo para Nunes vai além da adesão limitada. Menos de uma semana antes, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) tentou barrar a aplicação dos CEPACs, alegando enriquecimento sem causa dos titulares, e suspendeu o aumento gratuito de 30% e a possibilidade de aplicar as novas regras de forma retroativa.
Nunes atribuiu a fraca demanda a diferentes fatores, como a insegurança jurídica gerada pela ação do MP-SP e o cenário econômico atual.
“O resultado foi ótimo, foi a maior arrecadação em leilão de CEPACs da história. Evidentemente, 15% de juros, o governo colocando IOF goela abaixo, que a Câmara derrubou e depois se ajustou no STF, isso impacta e influencia, não apenas nesse leilão, mas em qualquer situação”, disse o prefeito em coletiva de imprensa ao REsource após o evento.
A falta de interesse também sugere que a Faria Lima já não desperta o mesmo apetite para expansão. O metro quadrado corporativo mais caro do país deixou de ser alvo prioritário, sinalizando que o mercado imobiliário da cidade está migrando para outras regiões.
Fique por dentro das notícias do mercado imobiliário em nosso grupo do WhatsApp. Acesse: https://bit.ly/REsourceWpp











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
