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Para desenvolver seu “Oz Valley” – nome dado em alusão ao Vale do Silício, onde despontaram empresas da nova economia -, a cidade iniciou na segunda metade da década passada uma remodelagem de sua estrutura tributária para torná-la vocacionada à inovação. Sotero, à época responsável pelas finanças do município e à frente do processo, conta que Osasco investiu para criar um sistema próprio, capaz de condensar a emissão de notas fiscais, evitando a bitributação do ISS e também a emissão de uma “nota espelho”, para evitar que empresas que realizem muitas transações para um mesmo cliente por mês tenham que carregar seus custos com a emissão de várias notas.
Para ir além da Cidade de Deus, quartel-general do Bradesco – que assegura a Osasco arrecadação bastante para ostentar a oitava posição no ranking dos maiores PIBs do País, Oz foi buscar inspiração em Barcelona. A cidade espanhola não deslanchou nesse quesito, mas foi também a fonte onde beberam Berlim e Lisboa, duas capitais europeias já consagradas como centro de atração de empresas de tecnologia.
Agora à frente de Habitação, Sotero se dedica a renovar a infraestrutura urbana no entorno dos unicórnios que abriga. A cada três ruas da cidade, duas já contam com rede de fibra ótica instalada.











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