Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

Desde o alvorecer da civilização, a madeira nos abrigou, aqueceu e protegeu. Com a evolução, surgiram novas técnicas construtivas e tecnologias, relegando a madeira a um papel secundário, mas ela sempre esteve presente. Após o mármore na Grécia, os tijolos na Revolução Industrial, o concreto armado no modernismo e o aço contemporâneo, agora a madeira está de volta.
O conceito de “prédios de madeira” está sendo introduzido aos poucos no Brasil pela construtech/greentech Noah, uma construtora que alinha práticas construtivas com sustentabilidade. A companhia já possui projetos em seu portfólio e está entrando em uma nova fase, com a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, em parceria com a Engeform, focado em construções de madeira.
Nicolaos Theodorakis, ou Nico, como é carinhosamente chamado pela equipe da Noah, é o fundador e CEO da empresa. Em entrevista ao REsource, Nico falou sobre essa tendência sustentável.
“O termo correto é madeira engenheirada”, explicou o executivo, que garantiu a confiabilidade do material, destacando o processo de preparação pelo qual a madeira passa. Nico contou que a ideia surgiu da necessidade de otimizar e transformar a construção civil.
“Sempre achei a forma como construímos muito obsoleta. Observando as obras, percebi que era preciso mudar. O processo é arcaico. Vendo a necessidade de industrialização, conheci a madeira engenheirada. Estudei o produto, visitei outros países e indústrias, conversei com engenheiros e arquitetos e entendi que a madeira engenheirada é o único produto que agrega várias competências em um único item – flexível para industrialização e não amarra o produto para um único uso”, explicou Theodorakis.
O material é feito de madeira serrada, combinada, colada e prensada, formando paredes, pilares, vigas e lajes. Após a montagem, o produto passa por um tratamento químico para resistência antifúngica, antichamas e contra cupins.
“Alguns arquitetos gostam de adicionar madeira na fachada. Como fica exposta, requer um tratamento diferente. Se a madeira for estrutural, ela nunca ficará exposta e terá outro tratamento. A periodicidade de manutenção é mais curta na área externa do que na interna, mas é semelhante a pintar uma parede – você aplica o verniz”, explicou.
Nico revelou que a Noah e a Engeform já vinham conversando desde antes da pandemia. Com a criação do fundo, as empresas vão desenvolver três empreendimentos no modelo boutique, construídos com madeira engenheirada. Dois serão Built-To-Suit e um será especulativo, todos localizados na região de Pinheiros. Dois terão cerca de 3 mil m² e um 4 mil m².
A vacância na região está em 16,03%, abaixo da média das regiões CBDs da capital, que está em 20,08%. A região vem sendo alvo de investimentos em imóveis corporativos. Ao longo de 2024, Pinheiros deve receber novos 8 empreendimentos de classes A+, A ou B.
Nos novos empreendimentos da Noah, ainda sem data de entrega prevista, a tecnologia permitirá uma construção mais rápida que a convencional, conta o executivo. “Um dos nossos projetos, a Vinícola Monte Astral, foi concluído em um terço do tempo necessário com métodos tradicionais”, conta Nico.
A madeira engenheirada pode ser usada em diversos perfis de empreendimentos. Em outros países, ela é empregada desde galpões industriais passando também por residenciais de alto padrão. “E conseguimos entregar até a estética corporativa, com muito vidro. É possível agregar essa característica em nossos projetos. Buscamos deixar a madeira exposta dentro e fora, com vidros e outros materiais, pois ela traz uma aura aconchegante e uma estética bacana”, disse Nico.
A velocidade e a sustentabilidade são dois dos principais atrativos desses empreendimentos. Segundo Nico, esses elementos são essenciais para o sucesso do fundo.
Nico apresenta a Noah como uma construtech e greentech – o primeiro conceito se refere ao emprego de tecnologia na construção de edificações e o segundo à aliança entre sustentabilidade e tecnologia. Para Nico, tecnologia e sustentabilidade são o coração da empresa e o futuro da engenharia civil.
“Temos uma oportunidade única. Agora é a hora exata de desenvolver produtos que serão consumidos pelo público. Quero dizer, que já estão sendo consumidos pois já temos projetos prontos. Esse movimento é uma tendência para o futuro, que já está no presente”, afirmou.
Em um discurso, António Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou que estamos chegando a um ponto sem retorno para o meio ambiente e que é necessária uma mudança. A tecnologia empregada pela Noah se alinha com essa mudança, sendo menos poluente e reduzindo a emissão de carbono na construção civil.
Olhar para o passado é pensar no futuro. No passado, a madeira nos abrigou, e agora ela está voltando. “Literalmente nossos prédios podem nascer em árvores”, e é assim que a Noah acredita no futuro dos prédios corporativos.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
