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O projeto Pomar - Porto Maravalley, anunciado pela prefeitura do Rio de Janeiro no ano passado, busca transformar a região do Porto em um hub de educação e tecnologia. Para isso, está sendo construído um empreendimento de aproximadamente 10 mil m² que abrigará um curso de graduação do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada). Este será o primeiro curso do tipo oferecido pela Unidade de Ensino, que tradicionalmente oferece cursos de pós-graduação em mestrado, doutorado e mestrado profissionalizante, além de programas de formação continuada para professores de matemática.
Com previsão de conclusão para o próximo ano, o local contará com um espaço dedicado a startups, investidores e empresas do setor de tecnologia. Segundo o governo municipal, a iniciativa visa desenvolver toda a região do Porto, impulsionando negócios e capacitando a mão de obra para atender às novas demandas do setor de tecnologia.
"O Rio de Janeiro tem desenvolvido várias iniciativas para se consolidar como referência em inovação e tecnologia. A vinda do Web Summit para o Rio e a construção do Porto Maravalley, juntamente com programas de formação de mão de obra, como o Programadores Cariocas, são apenas alguns exemplos do que temos feito. Ficamos felizes em ver que isso já está trazendo resultados positivos", afirmou o prefeito Eduardo Paes após o Rio ter sido considerado o ecossistema emergente mais promissor para startups na América Latina, de acordo com o relatório do ranking Global Startup Ecosystem Report 2023 (GSER2023), divulgado no mês passado.
A região do Porto Maravilha, cuja revitalização foi anunciada há mais de uma década, passou por um desenvolvimento significativo e agora abriga oito empreendimentos corporativos de alto padrão (Classes A+ e A), totalizando mais de 220 mil m² de área de escritórios. Alguns desses empreendimentos se tornaram ícones na cidade, como o Aqwa, da Tishman, o Vista Guanabara, da GTIS, e o L'Oréal, da Brookfield, este último está com 100% de ocupação, em um contraste com a região do Porto, que segundo o monitoramento da SiiLA, mantém uma taxa de vacância acima de 30%.
"Este novo projeto tecnológico pode ser uma chave para diversificar as empresas que ocupam escritórios na cidade. Com o avanço do Porto Maravalley, a expectativa é que novas startups e empresas do setor de tecnologia passem a ocupar escritórios na cidade, tornando o mercado de imóveis comerciais do Rio de Janeiro mais pulverizado. Isso representa uma mudança em relação ao que era visto até pouco tempo atrás, quando os principais ocupantes na cidade eram empresas dos setores de Óleo e Gás e Serviços Públicos", avalia Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.
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