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Uma análise exclusiva da SiiLA revelou que, em São Paulo, desde 2021, novos condomínios logísticos das classes A+, A e B levam, em média, cinco trimestres para atingir sua menor taxa de vacância. Esses dados, extraídos da plataforma de inteligência de mercado Market Analytics, foram fornecidos com exclusividade ao REsource.
O estudo abrangeu todos os condomínios logísticos de São Paulo mapeados pela SiiLA, com foco em imóveis entregues no período, considerando a performance dos empreendimentos até o momento da primeira devolução de área.
O gráfico acima ilustra o cenário do mercado paulista. Analisando o ano de 2023, a menor taxa de vacância do novo estoque (pontos em laranja) foi de 20,85%. Os pontos (azul escuro) indicam quantos trimestres foram necessários para aquele estoque atingir a menor vacância. Já a linha (azul clara) representa a taxa de vacância do mercado total no mesmo período, que foi de 11,74%.
No gráfico fica evidente a mudança de comportamento após 2019, atribuída à pandemia, segundo especialistas. O isolamento social beneficiou empresas do setor de e-commerce, que passaram a ocupar mais áreas, reduzindo o tempo necessário para absorção dos empreendimentos de mais de 10 trimestres para menos de seis – uma tendência que persiste até hoje.
Os dados mostram que as principais tomadoras de área foram as empresas de Bens de Consumo, com destaque para players como Shein e Shopee, que investiram em uma boa ocupação para otimizar suas operações logísticas e sua distribuição pelo território brasileiro.
O ritmo de ocupação do estoque entregue no período pós-pandêmico (2021-2023) foi 113% superior ao do período pré-pandêmico (2016-2020). Os números mostram que foram locados 1,59 milhão de m² por ano no pós-pandemia, enquanto, no pré-pandemia, a média era de 746 mil m². Além disso, a inauguração de novos empreendimentos entre 2021 e 2023 foi 161% maior que no período anterior, conforme indica o gráfico acima.
Entregue em 2021, o GLP Guarulhos II foi a maior adição ao novo estoque desde 2016. Esse ativo demorou apenas seis trimestres para atingir a menor vacância, que foi zero. Ele está em um raio de 30 km da capital e possui 496 mil m². Veja o gráfico:
Os novos empreendimentos em um raio de 30 km da capital paulista apresentam uma taxa de absorção mais rápida: cerca de um trimestre a menos em comparação com outros raios.
Esses ativos representam 46% de todo o novo estoque paulista, totalizando aproximadamente 1,65 milhão de m². Dentro das absorções anuais, o raio de 30 km representa 48%, com uma taxa de ocupação de 93,6%, enquanto os empreendimentos mais afastados apresentam uma taxa de 82,3%.
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