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Ontem (30), a RBR, por meio de dois fundos de investimento imobiliário — o RDLI11 e o RBRL11 — anunciou a venda de seus portfólios logísticos, que somam oito ativos, para o FII de logística da XP, o XPLG11, por R$ 1,1 bilhão. A transação será paga parte em dinheiro e parte em cotas do fundo comprador.
De acordo com o fato relevante do RDLI11, dois ativos — o BrickLog Guarulhos e o CL Imigrantes — serão vendidos por R$ 467,9 milhões, sendo R$ 228 milhões pagos à vista e R$ 239,9 milhões em cotas do XPLG11. Segundo a equipe de inteligência da SiiLA, o cap rate dessa transação é de 7,46%.
No início de junho, o Bricklog Guarulhos foi 100% locado pelo Mercado Livre, em uma transação de locação divulgada com exclusividade pelo REsource. Leia a reportagem completa.
Já o FII RBRL11 está vendendo seis ativos por R$ 688,9 milhões, sendo R$ 50 milhões pagos em duas parcelas e R$ 638,9 milhões por meio de cotas, os ativos estão em São Bernardo do Campo, Franco da Rocha, Hortolândia e Extrema. De acordo com a SiiLA, o cap rate dessa parte da transação é de 9,15%.
Nos fatos relevantes — em especial o do RBRL11 — o fundo explicou que a venda faz parte de uma estratégia de reposicionamento. A expectativa é que, a partir de agora, o portfólio seja composto por ativos de alto padrão localizados em um raio de 30 km dos grandes centros urbanos.
Em entrevista ao REsource, Franklin Tanioka, sócio e Co-PM de Equity Imobiliário da RBR, detalhou os motivos por trás da decisão e os próximos passos da estratégia da gestora.
“Nosso portfólio estava 100% locado e com 0% de inadimplência, mas, quando olhávamos os valores na bolsa, víamos uma diferença muito grande em relação ao valor justo dos imóveis. Então, estávamos em um processo de reprecificação do fundo, de forma que ele refletisse valores mais realistas — e o caminho que seguimos foi a reciclagem do portfólio”, explica.
Segundo Tanioka, o valor da operação foi equivalente a R$ 110 por cota, cerca de 40% acima do preço de tela. As cotas recebidas pelo RBRL11 serão desinvestidas gradualmente no mercado secundário.
O executivo conta que o objetivo do fundo agora é investir em ativos logísticos próximos de grandes centros urbanos, como São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Atualmente, dez ativos estão em negociação, sendo quatro em estágio avançado.
“Acreditamos que, nos próximos dez anos, essas regiões ainda terão uma demanda muito forte, principalmente por parte de players de e-commerce. Também identificamos uma dificuldade maior de novas ofertas nessas praças — são terrenos que competem diretamente com projetos residenciais, o que torna o cenário ainda mais competitivo”, afirma.
A expectativa da RBR é que o fechamento da transação ocorra até setembro e que novas aquisições sejam anunciadas no último trimestre do ano.
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