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A Rebouças é uma das avenidas mais importantes e movimentadas da cidade de São Paulo, desde sua criação, em 1916. A via conecta diversos bairros, ligando a região da Paulista com a zona sul, passando por importantes cruzamentos, com conexão para a Marginal Pinheiros. A tradicional via é considerada um dos principais corredores de transporte público, crucial para a mobilidade da cidade e muito conhecida entre os paulistanos pelo tráfego intenso de veículos.
Em abril de 2018, foi inaugurada a estação da Linha 4-Amarela do Metrô, batizada de Oscar Freie. E ciclovias também operam por toda a extensão da avenida. Em meados do mesmo ano, a avenida estava repleta de casas antigas à venda ou disponíveis para locação. Todos os fatores juntos impulsionaram a especulação imobiliária na via e nos últimos anos, diversas construtoras conseguiram autorização para erguer prédios residenciais, comerciais e de uso misto.
A verticalização da Rebouças vem atraindo a atenção de proprietários, inquilinos, investidores e corretores no mercado imobiliário comercial. No mapeamento de escritórios realizado pela SiiLA, a Rebouças fica na divisa de quatro regiões, a de Pinheiros, que é considerada uma CBD, a do Jardins, classificada como secundária, além de fazer fronteira em seus extremos com a Paulista de um lado e Faria Lima do outro, esta última considerada o mais importante centro financeiro da cidade.
“No futuro, é possível que a Rebouças se consolide no mercado e ganhe protagonismo, podendo se tornar uma região CBD, com cobertura dedicada”, diz Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA. “A avenida possui diversos diferenciais atrativos que a tornam uma potencial região comercial primária, entre eles, as entregas previstas para sua extensão e arredores.” Com base nos dados do Market Analytics, quatro prédios de lajes corporativas estão em construção, considerando a avenida e adjacências, além de mais quatro projetos de edifícios comerciais em fase de projeto. No ano de 2022, quatro prédios corporativos foram entregues na “região”.
Por estar geograficamente próxima da Faria Lima, da av. Paulista, Consolação e outros bairros, este trecho da cidade pode se tornar uma opção para inquilinos que buscam usufruir da rede de transportes do perímetro, e possibilidade de negociar valores de locação mais atrativos em comparação as regiões CBD. No trimestre atual, considerando prédios de alto padrão (A+ e A), a Paulista está com 6,2% e preço médio pedido de R$ 155 reais por m²; enquanto a Faria Lima tem um pouco menos que isso, apenas 5% de vacância, e preço médio pedido na casa dos R$ 201 reais/m². Importante mencionar ainda que a região dos Jardins atualmente está com 0% de vacância, enquanto Pinheiros está com 5,9%.
Há expectativa do mercado em torno da consolidação da Rebouças como uma região corporativa, autônoma, principalmente por conta do novo estoque previsto. No ano passado, 4 edifícios corporativos foram entregues. Um deles, o OF - Oscar Freire Office, desenvolvido pela Tishman Speyer, está totalmente locado para a BAT Brasil (ex-Souza Cruz), que atua com tabaco.
Dentro dos próximos meses e anos, as 4 entregas previstas no entorno da Rebouças devem adicionar quase 29 mil m² de lajes corporativas. Entre os edifícios previstos está o HY Pinheiros. Inclusive, a equipe da SiiLA foi convidada para evento de apresentação do ativo, da Hire Capital. Especializada em investimentos imobiliários, a Hire realizou um café da manhã para profissionais do mercado imobiliário no próprio edifício para uma visita técnica e apresentação do empreendimento, que tem previsão de entrega para o terceiro trimestre desde ano. O ativo possui mais de 11 mil m² de área privativa total e 11 pavimentos.
Porém, nem tudo são flores para o cenário imobiliário da Rebouças. Parte do entorno da avenida é composto por uma grande área residencial repleta de árvores, por sua vez, muitas são tombadas pelo governo da cidade. Além disso, a associação de bairro do entorno se posiciona fortemente contra a verticalização da “região”.
Por isso, apesar da infraestrutura completa e disponibilidade comercial que a avenida dispõe, esses fatores acabam dificultando a consolidação da Rebouças como uma região corporativa, pelo menos no curto/médio prazo. O mercado imobiliário comercial é dinâmico por natureza, e seguiremos monitorando as transformações e de olho nos próximos acontecimentos.
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