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Ter um escritório na Faria Lima vai ficar mais caro a partir da renovação do contrato de aluguel do Scotiabank no Plaza Iguatemi Business Center. Os 989 m² ocupados pela instituição financeira foram renegociados por um valor nominal de R$ 400/m².
O Plaza Iguatemi é um ativo com vários proprietários; contudo, o sétimo andar, onde o Scotiabank está localizado, pertence a José Roberto Auriemo, membro da família Auriemo, proprietária da JHSJ.
Atualmente, o Plaza Iguatemi possui um valor médio de mercado de R$ 304,35/m². Os valores acordados entre o proprietário e o Scotiabank são 31,4% superiores a essa média.
Recentemente, o REsource mostrou que os aluguéis ultrapassam a casa do milhão em alguns empreendimentos em São Paulo.
No Plaza Iguatemi os andares possuem, na média, 940 m², totalizando 20,4 mil m² de área privativa.
O Scotiabank não respondeu às perguntas até o encerramento da reportagem.
Para Felipe Leite, diretor da Primaz Co., esse movimento é natural para a Faria Lima, visto que a vacância está baixa, mas há um limite para os valores.
“É natural que o preço ultrapasse os R$ 400/m², mas quando se têm empreendimentos tão bons quanto os da Faria Lima a uma quadra de distância, com um preço competitivo, você acaba criando um teto. Não é porque o espaço está escasso que as pessoas vão pagar R$ 600 ou 800 m². E isso, eventualmente, ajudará as regiões secundárias próximas à Faria Lima. Contudo, é fato que veremos muitos casos acima de R$ 400/m² a partir de agora”, comenta Leite.
No terceiro trimestre, dados do Market Analytics mostram que a Faria Lima possui uma vacância de 9,7%, além de registrar uma absorção líquida de 10,5 mil m², para ativos de classes A+, A e B.
Leite afirma que regiões como a Vila Olímpia, Jardins e Paulista podem se beneficiar desses aluguéis elevados. A Vila Olímpia, por exemplo, possui uma vacância de 13,5%, assim como a Berrini, com 20,1%, e Pinheiros, com 16,2% – todas próximas e preparadas para receber empresas em busca de preços mais competitivos.
“Quando começa a ficar muito caro em alguns mercados, as empresas começam a cogitar outras áreas. A região da Berrini, que está muito desgastada, acaba captando parte dessa demanda. A Vila Olímpia está se beneficiando, em parte, por estar próxima à Faria Lima. Sem dúvida, toda a cadeia está interligada, e os preços altos puxam todo o mercado”, conclui Leite.
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