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A parceria vai trabalhar principalmente com unidades de um a três quartos, de médio e médio-alto padrão, e em regiões das zonas oeste e sul de São Paulo. Segundo Antonio Ferreira, diretor da Hines no Brasil, o objetivo é estar presente em áreas com concentração de emprego e economia dinâmica, e ter prédios de pelo menos 120 apartamentos, para criar uma “comunidade” de moradores. As locações serão de longo prazo.
A operação vai construir prédios sozinha, mas também está aberta a edificar em parceria com incorporadoras ou comprar prédios que já estejam em desenvolvimento, “desde que consigamos adaptar o projeto para a finalidade que desejamos”, diz Adriano Mantesso, diretor da Ivanhoé para a América Latina. Os executivos analisam que a venda total de um empreendimento pode ser uma oportunidade para as incorporadoras mitigarem o risco dos projetos, dada a “atual conjuntura”, de juros altos e perda de poder de compra dos clientes.
Eles estão interessados em prédios inteiros porque parte do conceito multifamily envolve ter apenas locatários, para não haver distinção entre moradores que compraram unidades e que alugam, e para que a gestora tenha domínio sobre mudanças que precisem ser feitas na operação. O empreendimento para locação também tem particularidades, que devem ser pensadas durante a obra. Ao contrário da incorporação para venda, na qual o incorporador não tem mais ligação com o prédio depois da entrega, no residencial para renda é preciso pensar na operação do empreendimento em longo prazo.
Fonte: Valor Econômico











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