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O ano era 2019 e o mercado de escritórios de alto padrão das principais regiões corporativas da cidade de São Paulo registravam a maior taxa de ocupação desde o início do monitoramento da SiiLA, 83,9%. De lá para cá, o setor foi drasticamente transformado pelos desdobramentos da pandemia de Covid-19, com parte da força de trabalho das empresas, principalmente os times administrativos e de setores de serviços não essenciais realizando suas atividades de casa ao longo de todo ano de 2020 e parcialmente em 2021.
A vacinação permitiu a reabertura gradual da economia e o trabalho presencial começou a voltar aos poucos nos escritórios, com restrições, distanciamento entre as baias e números de colaboradores reduzidos por dia. Com a adaptação dos times ao trabalho híbrido, as empresas tiveram de adaptar seus ambientes para se adequar às novas necessidades dos funcionários e corporativas. Além disso, muitas companhias que estavam com orçamentos apertados aproveitaram que parte das equipes estava em casa para devolver área de escritórios locada. A vacância nos escritórios em São Paulo chegou a 24,7% no 3T de 2021.
O ano seguinte (2022) refletiu uma acomodação das empresas, que entenderam o momento e adequaram seus espaços para oferecer ambientes que estimulam a colaboração e a criatividade. O último trimestre do ano registrou 21,9%. E 2023? Ao longo deste ano, a taxa oscilou ligeiramente e ficou em 23% no final do 3T. Além dessa observação, uma análise exclusiva da SiiLA, a partir de dados da plataforma Market Analytics permite entender de forma mais profunda o movimento que vem sendo feito pelas empresas.
Uma mudança no perfil de ocupação vem acontecendo ao longo dos últimos anos, e os dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA, já mostram que quantidade de locações de escritórios está aquecida, mas as empresas estão locando áreas menores do que era visto no período pré pandemia.
O assunto foi tema da apresentação do Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, em painel de debate no River One, durante a conferência “Tendências para os Escritórios 2024”, que aconteceu na última quinta-feira, 30 de novembro. “Diferente do que muitos chegaram a cogitar, os escritórios não vão acabar. Um espaço corporativo é crucial para o desenvolvimento dos negócios, trabalho em equipe, inovação, entre outros pilares fundamentais das empresas. Mas, a flexibilidade e o trabalho híbrido vão se manter, de forma que boa parte das empresas já estão readequando o seu espaço de trabalho. Hoje, as empresas já buscam espaços para 50% de seu efetivo total, contando com mesas rotativas e mais espaços colaborativos. Os escritórios estão sendo concebidos pensando no trabalho híbrido, com rodízio nas estações de trabalho com dias de homeoffice”, comenta o executivo.
Na comparação entre os dados de 2019 e 2023 é perceptível a mudança no tamanho da área locada de escritórios. Ao longo do 3º trimestre de 2023, a plataforma Market Analytics indica que houveram algumas locações grandes no no Parque da Cidade, como os 6.660 m² locados pela Adyen. Mas, em sua grande maioria, as locações confirmadas estão abaixo dos 2 mil m²
RANKING LOCAÇÕES 3T 2023
1. Ayden, Parque da Cidade - Paineira, 6.660 m²
2. Motorola, Parque da Cidade - Jequitibá, 1.678 m²
3. Centauro, Birmann 21, 1.391 m²
4. WorleyParsons Brasil, Parque da Cidade - Sucupira, 1.328 m²
5. Conduent, Birmann 20, 720 m²
Ao analisarmos as principais transações do 3º trimestre de 2019, o cenário era bem diferente. No período, só a WeWork sozinha locou mais de 22 mil m² em diversos prédios. Desconsiderando a empresa de coworking do ranking para focarmos apenas em inquilinos ocupantes, temos:
1. Itaú, BFC (Brazilian Financial Center), 5.340 m²
2. Takeda, Parque da Cidade – Jequitibá, 5044 m²
3. Coca-Cola, GT Plaza, 4.372 m²
4. Swiss RE, Faria Lima Tower, 3.961 m²
5. Linkedin, Eldorado Business Tower, 3.643 m²
“Os dados da SiiLA indicam que a quantidade de transações em escritórios de São Paulo nas regiões CBDs em 2023 foi maior que as de 2019, de 1.935 para 1.839 m². A diferença é o tamanho da área locada. Em 2019, 44% destas transações estavam acima de 1.000 m². Em 2023, a proporção é de apenas 41.8%”, conclui Nicastro.











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