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Às margens do Rio Pinheiros, em São Paulo, o edifício River One recebeu o evento Tendências para Escritórios 2024, promovido pela RBR Asset em parceria com o SPOT. O encontro recebeu grandes nomes do mercado para um bate-papo sobre a visão de mercado, o futuro dos escritórios, tecnologia e perspectivas para os próximos anos.
Mediado pelo CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro, os painelistas que se apresentaram foram Renato Fusaro, diretor de real estate e facilities LATAM da Cargill; Fernando Gorguet, global sales da DESKBEE; Andrea Cerqueira, diretora comercial da SpacePLAN; José Luiz Lopes, diretor da IMMENSE; e Caio Castro, sócio da RBR Asset Management.
A pluralidade de expertises dos convidados enriqueceu o bate-papo, o qual Fusaro começou falando sobre como os escritórios evoluíram com o decorrer do tempo e classificou os escritórios físicos como "opcionais", mas afirmou que a interação in loco é essencial para a comunicação.
“Quando eu comecei a trabalhar, as regras eram muito claras; eu me arrumava, fazia a barba, colocava a gravata e ia para o escritório todo dia, na Av. Paulista. Isso foi mudando aos poucos, a barba foi sendo deixada de lado, a gravata também e foi chegando o momento de estar no escritório ser, digamos, optativo; a tecnologia permite que a gente trabalhe de qualquer lugar. Mas, Aristóteles falava que ‘o homem é um animal social’, então tem muitas coisas que ainda herdamos, é antropológico. Então a questão de ir para o escritório é socializar, é se comunicar”, contou.
A transformação citada por Fusaro vai de encontro com o escopo de trabalho da DESKBEE, que foi representada por Fernando Gorguet. A empresa atua com um software de gestão de espaços de escritórios, no qual os funcionários não possuem estações de trabalho físicas e há uma rotatividade nos assentos e salas, tecnologia a qual promete ser o futuro do trabalho híbrido.
“Lançamos a plataforma no final de 2019 e na flexibilização da pandemia atuamos fortemente na volta segura aos escritórios, mas a tecnologia evolui e as pessoas querem mais; estamos transformando a plataforma para não somente os gestores, mas também para o RH, financeiro, proprietários etc”, explicou.
Em outro ponto do debate, Andrea Cerqueira, da SpacePLAN, e José Luiz Lopes, da IMMENSE, falaram sobre como o planejamento e os móveis são importantes na construção de um ambiente de trabalho acolhedor.
“Eu percebi que para ir ao escritório tem um propósito; se eu vou para o escritório, eu vou para uma reunião e vou trabalhar em equipe. Quando vou para o home office, eu tenho a necessidade de trabalhar mais quietinha. É essa a dinâmica que precisa ser feita, adaptar os espaços para cada necessidade”, contou Cerqueira.
Para Lopes, a transformação está na mudança de como consumimos os produtos dentro dos escritórios, como utilizamos os móveis, qual é a necessidade de cada peça dentro do espaço. Ele reforçou a mudança que há dentro do ambiente de trabalho, o conceito aberto criou a necessidade de cabines sonoras acusticamente isoladas.
“A acústica dentro dos phone booth é imprescindível; nos espaços abertos, a acústica precisa ser considerada e também há a questão da biofilia, trazer elementos naturais para dentro dos escritórios, que também é muito importante”, destacou o diretor da IMMENSE.
Giancarlo Nicastro contou a Caio Castro que, em 2019, profissionais do mercado o procuravam questionando sobre a falta de escritórios. Durante a pandemia, a situação se inverteu; os comentários eram de que havia escritórios demais. Ele perguntou a Castro se já está na época de novos investimentos e para onde a cidade de São Paulo vai expandir.
“O mercado imobiliário é cíclico e longo. Olhando os dados e estudando o mercado, a gente consegue ter boas perspectivas. Para ser mais objetivo, a gente acredita muito em Pinheiros, como um transbordo da Faria Lima. O metrô é essencial nessa história; a infraestrutura é importante, não adianta nada o escritório ser mágico, mas o funcionário demora duas horas e meia para chegar ao trabalho”, contou o sócio da RBR Asset Management.











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