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Selic caiu, mas FIIs ainda enfrentam inverno dos juros; investidores buscam fundos mais resilientes

  • Especialistas avaliam que a queda da taxa básica não muda o cenário de curto prazo, marcado por inflação elevada, juros futuros pressionados e busca por ativos de qualidade
Marcos Baroni, analista CNPI, especialista em fundos imobiliários da Suno Research e professor
Marcos Baroni, analista CNPI, especialista em fundos imobiliários da Suno Research e professor
Por: SiiLA News
24/06/2026

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano não elimina os desafios para os fundos imobiliários. Apesar do início de um ciclo de flexibilização monetária, o Banco Central reforçou que a inflação permanece acima da meta, com expectativas desancoradas e riscos elevados, mantendo o mercado atento à trajetória dos juros futuros.

Para especialistas, o impacto sobre os FIIs não está diretamente ligado apenas ao nível atual da Selic, mas principalmente à percepção dos investidores sobre o caminho dos juros nos próximos anos.

Segundo Marcos Baroni, analista CNPI, especialista em fundos imobiliários da Suno Research e professor há 22 anos, o principal indicador observado pelo mercado é a curva futura de juros.

“A pergunta correta não é Selic, é juro futuro. Quando a gente fala Selic, não tem um impacto tão direto no fundo imobiliário quanto o juro futuro”, afirma.

Segundo ele, nas últimas semanas, a alta dos juros futuros pressionou as cotações dos fundos imobiliários, justamente porque o mercado passou a revisar para cima a expectativa sobre a velocidade dos cortes da taxa básica.

“Os juros futuros subiram, o mercado percebeu que o Banco Central não ia cortar tantos juros como imaginávamos entre 2026 e 2027. E quando os juros futuros subiram, consequentemente as cotações caíram”, explica.

A lógica ocorre porque os FIIs disputam espaço na carteira dos investidores com ativos de renda fixa. Quando a expectativa é de juros elevados por mais tempo, títulos públicos passam a oferecer retornos mais atrativos, reduzindo o apetite por ativos de maior risco, como fundos imobiliários.

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