Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

De maneira geral, 2025 foi um ano desafiador — pelo menos, esse foi o entendimento de Nessim Sarfati, fundador da Barzel. A empresa de Sarfati atua no segmento imobiliário, na gestão de recursos e investimentos. Tendo isso em mente, o executivo destaca diversos pontos que marcaram o ano.
“Foi um ano desafiador. Com o juro alto, foi muito difícil identificar e encontrar imóveis, oportunidades no real estate que compitam com o CDI. Os juros estão muito altos; então, se o negócio der uma rentabilidade baixa, por que o investidor vai aderir?”, explica.
A busca por um negócio que seja “especial” dificultou o ano da empresa. Em 2025, a Selic atingiu o maior patamar de sua história, 15% ao ano. Esse aumento, definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), ajuda a controlar a inflação e realinhar as expectativas inflacionárias.
Juros altos encarecem crédito e financiamento. Isso significa que empréstimos, financiamentos imobiliários, crédito ao consumo e capital de giro para empresas ficam mais caros.
“Mesmo assim, encontramos oportunidades em logística e escritórios. Conseguimos fazer alguns negócios muito em razão do mercado estar aquecido. A ocupação dos escritórios está avançando e a logística continua indo bem, o que traz confiança ao investidor”, comenta.
Apesar dos desafios econômicos de 2025, dados da SiiLA mostram movimentos positivos tanto no setor de escritórios quanto no de logística. A absorção líquida, nos nove primeiros meses deste ano, em escritórios A+, A e B de São Paulo, foi de 259 mil m², enquanto em condomínios logísticos, também em São Paulo, alcançou 754 mil m².
Sarfati explica que 2026 também será desafiador. O executivo entende que as previsões são de queda, mas prefere manter os pés no chão.
“Não sou economista, vou esperar a Selic e o que tiver de acontecer acontecerá. Vários especialistas dizem que a Selic, ao final do ano que vem, vai estar a 11%. Porém, vemos que o governo não tem intenção de parar com os gastos, principalmente em ano eleitoral; então, não sei se o ambiente estará favorável para a Selic cair dessa forma”, questiona.
O fundador da Barzel afirma que, caso a Selic baixe, 2026 trará muitas oportunidades — mas é necessário ter cautela.
“Sigo uma linha em que até pode cair a Selic, mas será com mais calma do que o mercado está imaginando. Enquanto o que se gasta e o que se arrecada estiver desbalanceado, não dá para baixar a Selic”, explica.
De maneira sucinta, Sarfati projeta que “o primeiro semestre será parecido com o final de 2025; no começo, não haverá mudanças drásticas. No segundo semestre, haverá as eleições, então não sei o que acontecerá — mas devem surgir oportunidades. Se os juros caírem, aparecerão investidores interessados. Mas eu não posso fazer um planejamento contando com isso; preciso planejar da maneira mais austera possível. Se melhorar, fico feliz, mas preciso me organizar de uma forma mais segura”, finaliza.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
