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O cenário nacional de instabilidade econômica adicionado à alta dos juros vem refletindo em uma série de setores da economia brasileira. Na temporada mais recente de balanços, referente ao primeiro trimestre de 2023, instituições sólidas reportaram queda nos lucros. O Bradesco, por exemplo, divulgou lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no 1T23, o que representou queda de 37% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Além disso, o banco reportou a redução da rede de atendimento, de pouco mais de 8 mil pontos para 7.700, entre agências, postos de atendimento e unidades de negócios).
Historicamente, as instituições financeiras sempre lideraram a ocupação de espaços de escritórios no Brasil. Em São Paulo, o maior mercado de lajes corporativas, as empresas do segmento eram responsáveis pela locação de um quarto dos espaços de alto padrão (A+ e A) até meados de 2019. No entanto, os últimos anos testemunharam um declínio gradual na presença das empresas do ramo no mercado.
Segundo levantamento realizado pela SiiLA, a diminuição de espaço por empresas do setor financeiro chegou a 6% do período pré-pandemia para o final do 1T23. Durante o período da crise sanitária, outras empresas do ramo bancário reduziram espaços locados em escritórios. A Caixa Econômica Federal reduziu em 35% em área locada e o Itaú, 25%.
Os dados e estatísticas da plataforma Market Analytics da SiiLA apontam a redução de 15% na ocupação do Bradesco em lajes corporativas das classes A+, A e B, nos principais mercados monitorados, São Paulo e Rio de Janeiro, entre o primeiro trimestre de 2020 e o mesmo período de 2023.
Antes do período pré-pandemia, o Bradesco locava cerca de 169 mil m² de escritórios, número que passou para 142 mil m² com devoluções recentes. Somente no 1T23, o bancou entregou quase 12 mil m² que ocupava na Torre Jauaperi no Centro Administrativo Rio Negro, um prédio de classe A+ localizado na região de Alphaville. Esta devolução somou-se à mais 12 mil m² que ficaram vagos no edifício Bradesco (ex-Banco Mercantil), que fica na Avenida Paulista. Toda essa movimentação representou uma redução de 16% em área ocupada pela companhia.
Dentre os bancos selecionados para a análise, por enquanto o Santander foi o que menos devolveu área, com redução de 0,9% no período.
Apesar da retração do setor financeiro, este continua sendo o maior locatário de lajes comerciais, ocupando 20,5% dos espaços das classes A+, A e B em todo o país. Na sequência, aparecem o setor de Administração e Serviços Públicos (8,2%) e de Tecnologia da Informação (6,4%).
"Apesar da contração do setor financeiro, estamos presenciando o crescimento de outros segmentos econômicos, aumentando sua presença no mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo, principalmente em imóveis de classe A+ e A. Somente o E-commerce expandiu sua área em mais de 30% entre o 1º trimestre de 2020 e o mesmo período de 2023. Os setores de Saúde e Farmacêutico também registraram um aumento significativo na área ocupada", destaca Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.










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