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O segundo trimestre de 2025 mostrou sinais mistos para o setor de shoppings centers no Brasil. De acordo com dados da plataforma GROCS da SiiLA, especializada no monitoramento de shopping centers, a taxa de vacância atingiu no período 8,87% nos shoppings Classe A, 7,07% nos Classe B e 11,4% nos Classe C.
Apesar dos espaços vagos, especialmente nos empreendimentos populares, as vendas por metro quadrado mostraram força: R$ 3.802/m² nos shoppings Classe A, R$ 1.698/m² nos Classe B e R$ 1.889/m² nos Classe C.
Esse desempenho reforça a força dos shoppings premium, mesmo em ambiente macroeconômico desafiador, ao mesmo tempo em que revela que os empreendimentos de Classe C, embora mais pressionados pela vacância, superaram os de Classe B em vendas no período.
Dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego caiu de 7,0% no primeiro trimestre para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor patamar em anos, indicando maior renda disponível e potencial de consumo para os próximos meses. Ao mesmo tempo, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, que apontou recuos de -0,1% em junho e -0,3% em julho, ambos com ajuste sazonal.
Isso mostra que, apesar do consumo ter diminuído no comércio em geral, as vendas continuam crescendo nos shoppings centers físicos.
Regionalmente, os contrastes são evidentes. Em São Paulo, a vacância nos shoppings Classe C chegou a 19,7%, um dos níveis mais elevados do país. No Rio de Janeiro, os shoppings Classe A registraram o maior volume de vendas do Brasil, com R$ 5.026/m², mas conviveram com vacância elevada, de 11,2%.
O Nordeste mostrou fragilidade no segmento premium, com vacância em 16,5% para Classe A, enquanto o Sul apresentou bom equilíbrio, com R$ 3.558/m² em vendas para Classe A e vacância mais controlada.
Com o varejo em desaceleração e os serviços ainda em terreno positivo, o cenário para os shoppings no 2T 2025 foi de cautela entre lojistas, mas sustentado pelo consumo em lazer e entretenimento.
A queda expressiva do desemprego, no entanto, abre espaço para uma recuperação do setor no segundo semestre, impulsionada pelo aumento da renda disponível e pela confiança dos consumidores.
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