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Recentemente, dois empreendimentos icônicos da zona sul de São Paulo foram anunciados pela Colliers, em seu site, como sublocações, sendo o Parque da Cidade e a Torre Sigma do 17007 Nações Unidas. A empresa não confirmou, mas segundo fontes do mercado, os espaços em questão são da Kavak e da Nestlé.
O conceito de sublocação é quando o inquilino de um imóvel anuncia o imóvel alugado para locação. Em outras palavras, a locatária torna-se uma espécie de "senhorio" para a sublocatária, cobrando aluguel pela parte do espaço que está sendo ocupado.
Normalmente, esse modelo de locação surge quando empresas que possuem mais espaço que o necessário para a atual situação dela, sendo assim optam por sublocar a área que está ociosa, reduzindo os custos gerais de locação e evitando uma eventual quebra de contrato.
Segundo Ygor Chrispin, gerente de escritórios da Colliers Brasil, as sublocações devem seguir regras, mas na prática funciona como um contrato padrão de locação.
“Um contrato de sublocação segue as mesmas condições e práticas de um contrato comum, com a característica de que ele será um contrato sempre subordinado ao contrato principal, não podendo conter clausulas que gerem condições diversas do contrato de locação. Da mesma forma, a sublocação não pode gerar renda/lucro para o sublocador, portanto o valor a ser cobrado não pode ser superior àquele definido e praticado no contrato de locação”, explica.
Além disso, Chrispin explica que, mesmo com a sublocação, o locatário principal continua sendo o responsável pelo imóvel. Ele também esclarece que o “mercado de sublocação no Brasil é ainda muito incipiente e não houve movimentos significativos para a criação de estatísticas específicas.”
A torre B2 Paineira do Parque da Cidade, atualmente, possui uma taxa de vacância de 19,8%. A Kavak ocupa os quatro últimos andares. Ao todo são 9 mil m², os quais a empresa de aluguel de carros está tentando sublocar 2 mil m², o equivalente a uma laje inteira.
Já a Nestlé está em um empreendimento com uma taxa de vacância zerada, a Torre Sigma do 17007 Nações Unidas. A empresa de alimentos ocupa 20 mil m² no empreendimento, são dez andares. A sublocação disponível no empreendimento é de uma área de 4.370 m², ou seja, dois andares.
Um famoso caso de sublocação no mercado corporativo é o case da L´oreal, na região do Porto Maravilha. Em 2014, a empresa anunciou a construção do prédio que iria abrigar a sua nova sede na região do Porto, que estava em processo de revitalização no Rio de Janeiro. O contrato previa a ocupação da empresa no imóvel completo.
O empreendimento foi concluído em 2017. De lá para cá, porém, a L´Oreal não utilizou o total de sua área e vem sublocando parte dos andares.











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