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O mercado brasileiro de condomínios logísticos soma atualmente 28,2 milhões m² de área — volume suficiente para armazenar toda a ilha de Fernando de Noronha. Desse total de metros quadrados, mais da metade (57,9%) está concentrada em apenas dez regiões, distribuídas por quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.
Quase todas essas regiões monitoradas contam com estoques superiores a 1 milhão m², com exceção de Cabo de Santo Agostinho (PE), que aparece em décimo lugar com pouco mais de 960 mil m².
Nove das dez maiores regiões em volume de área logística apresentam taxas de vacância iguais ou inferiores a 12%, patamar geralmente considerado saudável pelo mercado. Ainda assim, é necessário analisar as características específicas de cada local.
Para a GLP, uma das empresas com maior número de ativos nas dez maiores regiões, a razão de estar presente nelas é clara: a localização estratégica. Segundo André Gavazza, diretor de desenvolvimento da GLP Brasil, quanto mais próximos dos grandes centros e corredores logísticos, menores são os prazos e os custos para as operações de quem se instala nos empreendimentos.
“Desde o início da atuação da GLP Brasil, em 2012, o nosso projeto de investimento sempre foi focado no desenvolvimento de parques logísticos localizados próximos aos grandes centros e com ótimo acesso aos modais de transportes, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde hoje temos todo nosso portfólio”, explica Gavazza.
Cajamar lidera o ranking nacional em termos de área logística, com mais de 3 milhões m² e taxa de vacância de 10,2%. Vizinha à capital paulista, a cidade se consolidou como um polo logístico por sua proximidade com as zonas Norte e Oeste da metrópole, além do fácil acesso às principais rodovias.
Na segunda posição aparece Guarulhos, com 2,6 milhões m². Apesar de mais antiga, a região segue relevante por sua localização estratégica próxima à zona leste de São Paulo e ao Aeroporto Internacional. A taxa de vacância, no entanto, é uma das mais altas entre as dez maiores, 12,4%, reflexo do recente acréscimo de 364 mil m² ao estoque. O ranking segue com outras duas regiões paulistas: Jundiaí, em terceiro lugar, e Barueri, em quarto.
A Região Metropolitana de Belo Horizonte é a primeira fora do eixo paulista a figurar na lista, ocupando a quinta colocação, com 1,33 milhão m² e vacância de 7,5%.
O destaque de menor taxa de espaços vagos vai para Extrema (MG), que ocupa a sexta posição. A região apresentou 0% de vacância ao final do segundo trimestre de 2025, refletindo a forte demanda por ativos logísticos na divisa entre Minas Gerais e São Paulo.
Na sétima posição aparece Campinas (SP), seguida por Duque de Caxias (RJ), principal polo logístico fluminense, com pouco mais de 1 milhão de metros quadrados. Cortada por importantes vias, como a Rodovia Washington Luiz, e próxima ao Arco Metropolitano, a região apresenta uma das menores taxas de vacância entre as dez primeiras colocadas: apenas 3%.
Em nono lugar está Embu (SP), também próximo à capital. Diferentemente das demais regiões, Embu é a única entre as maiores com vacância acima de 12%, registrando 17,56%, sendo um outliner negativo para o top 10.
Fechando a lista, Cabo de Santo Agostinho (PE) se destaca como a única representante do Nordeste. Com um estoque de 963 mil m², a cidade concentra boa parte da oferta logística da Região Metropolitana do Recife. A vacância, de 7,3%, indica relativa estabilidade e potencial para novos empreendimentos — especialmente diante da expansão do e-commerce e da relevância do Porto de Suape para a logística regional.
Apenas no segundo trimestre de 2025, os dez maiores mercados, juntos, registraram 969.8 mil m² de absorção bruta. Números puxados pelo Mercado Livre, que locou 105 mil m² ao longo do 2º trimestre de 2025 nas regiões analisadas.
A empresa de e-commerce é hoje a maior ocupante entre as dez principais regiões, com 1,38 milhão m² — área superior ao estoque de regiões inteiras como Região Metropolitana de Belo Horizonte, Extrema, Campinas, Duque de Caxias, Embu e Cabo de Santo Agostinho.
Considerando o mercado nacional, a ocupação do Mercado Livre chega a 1,76 milhão m², indicam os dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA.
Segundo Rafael Picerni, especialista de pesquisa e estratégia da JLL, esse aumento não é exclusivo do Mercado Livre, mas sim de todo o segmento de varejo e e-commerce.
“O crescimento da demanda por empresas do segmento de varejo e e-commerce nos últimos anos tem sido um dos principais motivos para o aumento do interesse no desenvolvimento de novos galpões em regiões menos consolidadas, visto que a taxa de vacância está baixa em quase todos os estados brasileiros. Uma parte considerável do novo estoque tem sido entregue com pré-locações ou BTS, evidenciando que a demanda continua alta no país”, conta ao REsource.
Picerni também fala que é necessário analisar a dinâmica de desenvolvimento urbano de cada localidade, se atentando às questões de zoneamento e às licenças ambientais necessárias.
Com o Market Analytics, da SiiLA, você tem acesso a informações exclusivas e atualizadas sobre ocupações, estoques e o desempenho das principais regiões logísticas do Brasil. Visite siila.com.br/market-analytics
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