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Criadas em 2004, as práticas ESG (Environmental, Social and Governance) surgiram para incorporar fatores ambientais, sociais e de governança às análises de mercado, partindo do princípio de que empresas com modelos sustentáveis tendem a apresentar melhor desempenho no longo prazo. Apesar de essa relação já estar consolidada em diversos setores, no mercado imobiliário comercial ainda persiste a percepção de que o ESG seria apenas uma “vitrine social”, sem impacto financeiro relevante.
Para discutir esse estigma, o REsource entrevistou a Ana Durigon, gerente de ESG da Brookfield Properties, e buscou entender como uma companhia que trata o ESG como parte do seu core transforma sustentabilidade em valor econômico, eficiência operacional e resiliência de portfólio.
Segundo Durigon, o compromisso ambiental da empresa é estruturado, mensurável e integrado à estratégia global. “Temos um compromisso global de alcançar o Net Zero até 2050 (…) Investimos continuamente em eficiência energética e hídrica para reduzir o consumo e as emissões dos nossos ativos, como a migração de todos os empreendimentos para o mercado livre de energia, com fornecimento 100% renovável, além do reaproveitamento de água da chuva.”
Ao abordar o ponto mais sensível para investidores e CFOs, a executiva destaca que os resultados financeiros corroboram a estratégia ESG. “Observamos uma performance superior nos prédios certificados em relação aos não certificados. Certificações como LEED, Fitwel e LEED Zero Carbon refletem qualidade construtiva, eficiência operacional e compromisso com a sustentabilidade, o que se traduz em maior valorização, menor vacância e maior absorção.”
Essa lógica, segundo Durigon, está diretamente ligada à governança corporativa. “A governança ESG é um pilar central da nossa operação e é conduzida por um Conselho de Sustentabilidade formado pela alta liderança da Brookfield, garantindo que a sustentabilidade esteja integrada às decisões do dia a dia.”
O foco em ESG também se reflete no bem-estar dos usuários e na relação com as comunidades do entorno. “O bem-estar e a qualidade de vida estão no centro da concepção e da operação dos nossos empreendimentos. Buscamos certificações como LEED, WELL e Fitwel, hoje somamos 17 certificações WELL e Fitwel” comenta Ana Cláudia.
Em 2024, a Brookfield lançou no Parque da Cidade, o projeto Empreendedorismo que Transforma, iniciativa voltada ao apoio de microempreendedores locais. Desde 2023, as ações sociais da companhia já impactaram mais de 30 mil pessoas, com mais de 1.600 horas de voluntariado e mais de 100 iniciativas ESG realizadas.











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