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Combinando o ramo imobiliário e a inteligência artificial, a tokenização consiste em transformar algo físico em uma versão digital. Investidores podem comprar ou vender partes desse imóvel ou adquiri-lo por inteiro através de toda uma negociação virtual.
As partes têm como representação tokens que são fichas digitais podendo ser negociados na internet, facilitando o acesso a investimentos. As fichas digitais ficam registrados no Blockchain um espaço onde as transações ficam armazenadas. O ativo pode ser negociado por um agente do mercado imobiliário, com CRECI.
Segundo a Netspaces que tem investido no modelo de negócios, além de acelerar as transações, a tokenização abre portas para novas formas de negociação, como realizar vendas fracionadas de imóveis, parcelar pagamentos e até transferir a propriedade de um imóvel para outra matrícula.
A empresa mantém uma parceria com a empresa Housi. Juntas, elas já fizeram operações recentes que julgam de grande sucesso. “Começamos a aplicar a tokenização em imóveis residenciais, com foco em propriedades que tenham boa atratividade para locação. A ideia é que, caso o comprador não queira morar no imóvel, ele possa alugá-lo facilmente”, comenta Andreas Blazoudakis CEO da Netspaces.
Desde o início de suas operações em tokenização, entre 2023 e 2024, a Netspaces movimentou cerca de R$ 25 milhões, com transações realizadas em cidades teste como: Porto Alegre e Caxias do Sul. A empresa tem planos de expandir sua atuação para 100 cidades até o final de 2024, já com contratos firmados em 93 municípios em todo o Brasil.
“Como token atrelado na matrícula do imóvel somos os primeiros no ramo, desde maio de 2021, quando foi feita a primeira tokenização no Brasil levada a registro, e o pedido de patente pela empresa, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)”, explica Blazoudakis.
Para Alexandre Frankel, CEO da Housi, a benefícios em começar a tokenizar um imóvel, além de uma venda instantânea. Segundo o especialista, a tokenização é uma solução que traz muito valor ao mercado imobiliário, gerando mais negócios e liquidez.
“Um ponto importante é que, quando se compra um imóvel, existem muitas taxas para o governo, quanto cartoriais e custos de ITBI. Com o token você economiza uma série desses custos que passam a não existir mais por ser algo mais digital”, explica Frankel.
Países como a Suíça, Dubai e Emirados Árabes tem se apresentado como grandes polos em tokenização e por mais que o mundo esteja cada vez mais digital a gestão e segurança do negócio ainda é um empecilho para quem deseja iniciar no mercado.
Alexandre explica que a segurança é a mesma do método de pagamento PIX, que é codificado em alta resolução, sendo mais difícil que alguém consiga decifrá-los ou acessá-los sem autorização.
A Netspaces explica que já há a segurança atual do sistema registral, pois o token está averbado na matrícula do imóvel, e ganha uma segurança extra eletrônica, comum no sistema financeiro e de pagamentos.
“A empresa usa a tecnologia financeira do mercado pago em todas as suas transações, o que vem sendo desenvolvido pelo e-commerce nos últimos 20 anos, em termos de funcionalidade, segurança e prevenção a fraudes”, enfatiza Blazoudakis.
Ambos os especialistas acreditam que a tokenização é um negócio rentável para o futuro imobiliário e apostam em uma projeção de crescimento e de maior aderência de empresas no ramo em adotarem o modelo de tokenizar nos próximos anos.
A Netspaces explicou que a gestão da tokenização foi pensada para utilizar os atores atuais do mercado, mas trazendo agilidade no processo atual. Nesta gestão a dois tipos de imóveis: aqueles em que o proprietário digital tem 100% do token, podendo escolher entre administrar o próprio imóvel junto aos seus parceiros ou escolher a administradora pré-credenciada pela Netspaces. E, no caso de imóveis que possuam mais de um proprietário digital, onde o token foi fracionado entre diversos proprietários, é utilizado um regramento de condomínio digital daquela unidade específica, onde a administração é praticada sob as regras e votações específicas deste imóvel.
A tokenização não é só uma novidade, mas também causa receio naqueles que optam por processos presenciais. Para enfrentar esse tipo de público a empresa reitera que apesar do processo de gestão de imóveis tokenizados ser todo automatizado, os clientes podem se comunicar normalmente com essas entidades.
O Quinto Andar e ImovelWeb, já comercializam imóveis tokenizados seguindo os passos administrativos que clientes já estão acostumados. A empresa tem expectativa de buscar serviços tradicionais já utilizadas no mercado, o web2.5, sendo interface de web2 (internet tradicional dos aplicativos conhecidos como iFood, Uber e bancos digitais), porém com as engrenagens de web3 (blockchain, a mesma que será utilizada pelo Banco Central no projeto DREX, real digital).
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